Publicidade

Por que Irã está pedindo para população excluir WhatsApp de celulares

Declarações foram feitas pela TV estatal iraniana, sem apresentar provas. Aplicativo negou qualquer repasse de dados

Redação/Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
akub Porzycki/Getty Images
akub Porzycki/Getty Images

O governo do Irã solicitou que sua população exclua o WhatsApp dos celulares, alegando que o aplicativo estaria espionando usuários e repassando informações a Israel. A recomendação foi divulgada nesta terça-feira (17) pela televisão estatal iraniana, que afirmou sem apresentar evidências que a plataforma da Meta estaria coletando dados sensíveis, como localização e conversas privadas.

Ainda segundo o comunicado, os iranianos foram orientados a evitar o uso de qualquer aplicativo baseado em geolocalização, como medida de segurança em meio à escalada do conflito entre Israel e Irã.

Em resposta às acusações, um porta-voz do WhatsApp afirmou à revista norte-americana TIME que as alegações são falsas. “Estamos preocupados que essas denúncias falsas sirvam de desculpa para o bloqueio de nossos serviços no momento em que as pessoas mais precisam deles”, declarou. Ele reforçou que o WhatsApp “não fornece informações em massa a nenhum governo”.

Esta não é a primeira vez que o Irã tenta limitar o acesso da população ao WhatsApp. Durante os protestos em 2022, após a morte da jovem curda Mahsa Amini sob custódia policial, o aplicativo e a loja Google Play foram banidos no país. O acesso foi restaurado somente em dezembro do ano passado.

Atualmente, diversos aplicativos de comunicação e redes sociais como Instagram, Telegram e X (antigo Twitter) seguem bloqueados ou com acesso restrito no Irã. Ainda assim, milhões de usuários iranianos contornam a censura usando VPNs.

Com informações da revista Veja

 
 
Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.