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Marine Le Pen condena invasão dos EUA à Venezuela e defende soberania dos países

Líder da extrema-direita francesa critica captura de Nicolás Maduro e se soma a Lula, ONU e União Europeia contra ação americana

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
marine le pen
marine le pen — Crédito: FREDERICK FLORIN / AFP

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, criticou neste sábado (3) a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro, afirmando que a soberania dos Estados é “inviolável e sagrada”, independentemente do regime político ou da localização do país.

Em publicação nas redes sociais, Le Pen declarou que a renúncia da soberania nacional representa um “perigo mortal para a humanidade”. Embora tenha listado duras críticas ao governo venezuelano, classificando-o como “comunista, oligárquico e autoritário”, a parlamentar ressaltou que nenhuma dessas razões justificaria uma ação externa que viole a autonomia de um país.

Segundo ela, o regime de Maduro teria imposto, ao longo dos anos, um “jugo sufocante” à população venezuelana, levando milhões à miséria ou ao exílio. Ainda assim, defendeu que cabe exclusivamente ao povo da Venezuela decidir o próprio futuro. Para Le Pen, é necessário aguardar que a voz dos venezuelanos seja ouvida “o mais breve possível”, de forma soberana e livre.

Mais cedo, os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar em território venezuelano, capturando Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores. De acordo com a Casa Branca, ambos estão a caminho de Nova York. A ação foi justificada pelo governo americano sob a acusação de que Maduro lideraria redes internacionais de narcotráfico.

A ofensiva também foi condenada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, Lula afirmou que os bombardeios e a captura do chefe de Estado venezuelano ultrapassam “uma linha inaceitável” e representam uma grave afronta à soberania da Venezuela.

O presidente brasileiro destacou ainda que a ação remete aos piores episódios de interferência externa na política da América Latina e do Caribe, além de ameaçar a preservação da região como zona de paz.

Organismos internacionais também reagiram. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) divulgaram manifestações contrárias à atuação dos Estados Unidos, reforçando a defesa do respeito à soberania e ao direito internacional.

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