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Maduro prende cientista que avisou ao FBI sobre agentes da Al-Qaeda e do Irã na Venezuela

Professor de 72 anos estaria detido em local sigiloso; governo Maduro o acusa de traição

Redação · · 2 min de leitura
Nicolás Maduro
Nicolás Maduro — Crédito: RS Fotos Públicas

O cientista venezuelano Armando Miragaya, de 72 anos, está preso em local mantido sob sigilo pelo regime de Nicolás Maduro, após ser acusado de repassar informações confidenciais ao FBI, a agência de inteligência dos Estados Unidos. O caso, envolto em mistério, foi divulgado nesta semana pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, que classificou a ação como um ato de traição.

Segundo Cabello, Miragaya teria compartilhado com agentes americanos dados sensíveis sobre a presença de supostas bases militares iranianas em território venezuelano — incluindo instalações com mísseis e drones. De acordo com o ministro, um mapa encontrado no celular do professor indicava possíveis pontos de lançamento em direção aos Estados Unidos.

O elo inicial, segundo as autoridades, teria sido Juana Nieves, ex-esposa de Miragaya e residente nos Estados Unidos. Cabello afirmou que foi por meio dela que o cientista teria sido colocado em contato com uma agente do FBI, identificada apenas como Juliana. Após essa aproximação, Miragaya teria iniciado uma linha direta de comunicação com o órgão de inteligência americano.

Apesar das acusações, o ministro minimizou a gravidade das revelações, chamando as informações de “fantasiosas” e alegando que o conteúdo carece de credibilidade.

Até o momento, o paradeiro exato do cientista não foi divulgado, e nem sua família, advogados ou o próprio Miragaya se pronunciaram publicamente. Também não há confirmação oficial, por parte de órgãos internacionais ou do próprio governo dos Estados Unidos, sobre a veracidade das acusações ou a existência de um processo judicial formalizado.

O caso soma-se a outras situações em que o governo venezuelano tem acusado cidadãos e ex-integrantes do sistema público de colaborar com potências estrangeiras, em meio a um ambiente de forte repressão política e censura à imprensa.

A denúncia, no entanto, reacende especulações sobre a presença de forças estrangeiras na Venezuela, especialmente ligadas ao Irã — país aliado estratégico do regime chavista em temas militares e econômicos.

Enquanto isso, o futuro de Armando Miragaya permanece incerto, envolto em silêncio e em um cenário geopolítico cada vez mais delicado.

Com informações do Portal R7

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