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Lutador brasileiro preso nos EUA pode ser deportado por agredir esposa

Godofredo "Pepey" Castro foi acusado de violência doméstica e sequestro na Flórida; Justiça americana fixou fiança de R$ 651 mil

Redação · · 2 min de leitura
Reprodução/Redes sociais
Reprodução/Redes sociais

O lutador cearense Godofredo "Pepey" Castro, de 38 anos, foi preso nos Estados Unidos após ser acusado de agredir fisicamente a esposa, Samara Mello. O caso ocorreu em Deerfield Beach, na Flórida. Mesmo que pague a fiança fixada pela Justiça americana, de US$ 120 mil (cerca de R$ 651 mil), Pepey deverá se apresentar ao Departamento de Imigração e pode ser deportado para o Brasil.

Acusações graves

De acordo com a polícia local, o lutador causou lesões visíveis no rosto e corpo da vítima, além de danificar partes da residência do casal. Ele também teria impedido Samara de sair do local ou entrar em contato com a polícia. A prisão ocorreu no dia seguinte ao episódio, após vizinhos acionarem as autoridades.

Pepey responde a diversas acusações criminais no estado da Flórida, incluindo sequestro com ferimentos corporais, agressão doméstica por estrangulamento, intimidação da vítima, obstrução de comunicação com as autoridades e violência doméstica.

Apoio e denúncia pública

Samara Mello está recebendo apoio da Fighting Foundation, organização sem fins lucrativos fundada por Rose Gracie, que oferece assistência a lutadores e familiares, com foco em saúde mental, acolhimento e educação.

Em publicação nas redes sociais, Samara divulgou uma imagem com o rosto machucado e se identificou como sobrevivente de violência doméstica. Na legenda, relatou as agressões sofridas e denunciou o silêncio que, segundo ela, ainda é comum no universo das artes marciais.

“Hoje, estou me reerguendo e sou imensamente grata por ter sobrevivido para poder, agora, fazer a diferença na vida de outras mulheres. Espero que as autoridades no Brasil e no mundo entendam que o sangue no meu rosto e no meu corpo escorre nas mãos de quem ainda vê o feminicídio como uma estatística, e não faz o suficiente para mudar isso”, escreveu.

Na mesma publicação, Samara compartilhou uma montagem comparando seu rosto antes e depois das agressões, com hematomas e marcas visíveis.

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