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Israel pediu autorização de Trump para matar líder supremo do Irã, afirma fonte

Revelação ocorre em meio à escalada militar entre Israel e Irã, com troca de ataques e temor de guerra no Oriente Médio

Redação · · 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria vetado um plano de Israel para assassinar o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. A informação foi revelada neste domingo (15) por um alto funcionário do governo americano à agência AFP, sob condição de anonimato.

“Descobrimos que os israelenses tinham planos para atingir o líder supremo do Irã. O presidente Trump foi contra isso e dissemos aos israelenses para não o fazerem”, afirmou a fonte.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi questionado sobre o assunto em entrevista à Fox News, mas evitou comentar diretamente. “Não vou entrar nesse assunto. Mas posso dizer que faremos o que for necessário, e acho que os Estados Unidos sabem o que é bom para os Estados Unidos”, declarou.

Troca de ataques e clima de guerra

As declarações ocorrem em meio a uma das maiores escaladas de tensão já registradas entre Israel e Irã. Neste domingo (15), os dois países trocaram novos ataques com mísseis, enquanto sirenes de alerta soavam em Jerusalém e sistemas de defesa aérea eram ativados em Teerã.

O confronto se intensificou na sexta-feira, quando Israel lançou bombardeios contra alvos estratégicos no Irã, atingindo comandantes militares, cientistas nucleares, bases militares e até áreas residenciais.

Netanyahu afirmou que o Irã “pagará um preço alto” pela morte de civis israelenses. À Fox News, o premiê também sugeriu que Israel teria eliminado o chefe da inteligência iraniana, Mohammad Kazemi, e seu vice, durante operações aéreas em Teerã.

Estados Unidos observam, mas não descartam envolvimento

Embora os Estados Unidos sejam aliados históricos de Israel, Trump afirmou que Washington “não teve nada a ver” com os recentes ataques. No entanto, advertiu que, caso o Irã atinja interesses americanos, poderá responder com “toda a força e poder” das Forças Armadas dos EUA.

Em entrevista à ABC News, Trump disse que os EUA “não estão, neste momento, envolvidos” diretamente na ação militar, mas reconheceu que “é possível que nos envolvamos”. Ele também declarou estar “aberto” à possibilidade de mediação por parte do presidente russo, Vladimir Putin.

A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, temendo que o confronto se transforme em uma guerra de larga escala no Oriente Médio.

Com informações da IstoÉ.

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