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Israel ataca usina nuclear do Irã; míssil atinge hospital em Israel

Mundo aguarda se os EUA entrarão no conflito e atacarão o Irã

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
irã israel
irã israel — Crédito: Marc Israel Sellem

Israel atacou, nesta quinta-feira, uma instalação nuclear do Irã, enquanto mísseis iranianos atingiram um hospital no sul de Israel. O mundo agora acompanha a tensão crescente, com expectativa sobre uma possível entrada dos Estados Unidos no conflito.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu intensificar a maior ofensiva de Israel contra o Irã, com o objetivo de destruir completamente o programa nuclear iraniano. Segundo ele, os ataques podem derrubar o regime iraniano, e Israel fará o que for necessário para eliminar o que classifica como uma "ameaça existencial".

Em uma semana marcada por bombardeios e lançamentos de mísseis, Israel eliminou parte da cúpula militar iraniana, atingiu estruturas nucleares e causou centenas de mortes. Em resposta, os ataques iranianos já deixaram ao menos duas dezenas de civis mortos em território israelense.

De acordo com militares de Israel, o alvo foi a instalação nuclear de Khondab, próxima à cidade de Arak, onde há um reator de pesquisa de água pesada, tecnologia que pode ser usada na produção de plutônio, material capaz de gerar armas nucleares.

A mídia estatal iraniana confirmou que dois projéteis atingiram a região, mas sem risco de vazamento radioativo. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o reator danificado estava em construção e não armazenava material radioativo. Outra usina, produtora de água pesada, não foi afetada.

Teerã sempre negou qualquer intenção de produzir armas nucleares, alegando que o programa tem fins exclusivamente pacíficos. Israel, que nunca confirmou nem negou possuir armamento nuclear, é considerado detentor de ogivas atômicas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou a AIEA de colaborar com a “guerra de agressão” promovida por Israel e criticou o chefe do órgão, Rafael Grossi.

Na manhã de quinta, mísseis iranianos atingiram a cidade de Beersheba, no sul de Israel, danificando o hospital Soroka. Segundo o Irã, o alvo era um centro de comando militar nas imediações do hospital. O Ministério da Saúde de Israel informou que houve feridos leves e danos na sala de emergência e em outros setores, mas o funcionamento da unidade não foi comprometido.

O ataque foi uma resposta direta a um bombardeio israelense que, quatro dias antes, havia atingido um hospital na província de Kermanshah, no Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra pode terminar se o Irã aceitar restrições severas ao seu programa nuclear. No entanto, Teerã descarta negociações enquanto estiver sob ataque. Uma rodada de conversas prevista para o último domingo foi cancelada.

Nas últimas horas, Trump endureceu o tom, sugerindo publicamente a possibilidade de assassinar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e passou a exigir a rendição incondicional do regime iraniano, um sinal de que a participação americana no conflito é cada vez mais provável.

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