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EUA envia porta-aviões nuclear e mais de 30 aviões-tanque para zona de conflito entre Israel e Irã

Movimentação militar foi confirmada por fontes oficiais e ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio

Redação · · 2 min de leitura
Getty Images/Kevin Carter
Getty Images/Kevin Carter

Os Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira (17) o envio do porta-aviões USS Nimitz, movido a propulsão nuclear, para a região do Oriente Médio. A embarcação, que estava no Mar do Sul da China, cancelou uma parada programada no Vietnã e seguiu direto para a zona de conflito entre Israel e Irã.

Além do USS Nimitz, cerca de 30 aviões-tanque da Força Aérea dos EUA, modelos KC-135 e KC-46, foram rastreados cruzando o Atlântico e seguindo para pontos estratégicos na Europa, África e Mediterrâneo, reforçando a presença militar norte-americana na região.

Segundo fontes da Marinha e da Defesa americana, parte dessa movimentação integra uma substituição previamente planejada, mas que foi antecipada diante da escalada militar entre Tel Aviv e Teerã.

Conflito em alta tensão

Na última quinta-feira (12), Israel lançou uma ofensiva preventiva contra instalações nucleares iranianas, elevando o nível de tensão no Oriente Médio. O Irã respondeu com ataques de drones e mísseis, ampliando os riscos de um conflito direto e prolongado entre os dois países.

Com o envio do USS Nimitz, os EUA passam a contar com dois porta-aviões ativos na região, já que o USS Harry S. Truman está no Oriente Médio desde maio.

Posição oficial dos EUA

O governo americano declarou que não está diretamente envolvido no confronto entre Israel e Irã. O Departamento de Estado afirmou que o apoio dos Estados Unidos a Israel se restringe a ações de defesa, e que as movimentações fazem parte de “operações militares rotineiras” e exercícios com aliados da OTAN.

Ainda assim, o presidente Donald Trump, em seu segundo mandato, declarou na semana passada que os EUA podem se envolver de forma mais ativa, caso o conflito se intensifique ainda mais.

Irã fala em retomar negociações

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi afirmou que Teerã está disposto a continuar o diálogo com Washington. Ele revelou que o país apresentou uma nova proposta para um possível acordo com os Estados Unidos, mas lamentou que a proposta anterior apresentada pelos americanos tenha sido considerada “inaceitável” por Teerã.

“Acreditávamos firmemente que nossa proposta poderia ter aberto caminho para um entendimento”, afirmou o chanceler iraniano.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos do conflito e a crescente movimentação militar na região.

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