🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Copel
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Escala 6x1 entra na reta decisiva na Câmara com avanço de PEC e criação de comissão especial

CCJ analisa proposta que reduz jornada para 36 horas semanais; presidente da Câmara, Hugo Motta, deve instalar comissão para acelerar tramitação ainda neste semestre

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
hugo motta
hugo motta — Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um — entrou em uma fase decisiva no Congresso Nacional. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados analisa nesta semana a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho no país.

Com apoio político relevante, inclusive do presidente da Câmara, Hugo Motta, a expectativa é de avanço na tramitação. Caso a proposta seja considerada constitucional pela CCJ, o próximo passo será a criação de uma comissão especial para discutir o mérito do texto.  

A articulação prevê rapidez: Motta já indicou que pretende instalar o colegiado logo após a análise inicial, com o objetivo de levar o tema ao plenário ainda no mês de maio, tradicionalmente associado às pautas trabalhistas.  

A PEC em discussão propõe mudanças profundas na organização do trabalho no Brasil. Entre os principais pontos está a redução da jornada semanal para 36 horas, mantendo a possibilidade de acordos coletivos para compensação de horários.  

Atualmente, a Constituição estabelece limite de até 44 horas semanais, o que permite a adoção da escala 6x1 em diversos setores da economia.  

Debate ganha força política

A votação na CCJ ocorre em meio a um movimento crescente de pressão social e política pelo fim do modelo 6x1. A proposta reúne iniciativas de diferentes parlamentares e foi consolidada em uma PEC única para facilitar a tramitação.  

O apoio da presidência da Câmara é considerado estratégico. Além de garantir prioridade na pauta, a criação da comissão especial abre espaço para negociações com empresários, sindicatos e representantes dos trabalhadores — etapa considerada crucial antes da votação em plenário.

Caminho até a aprovação

Mesmo com o avanço, o caminho ainda é longo. Para ser aprovada, a PEC precisa passar por comissão especial e, depois, por dois turnos de votação no plenário da Câmara, com apoio de pelo menos 308 deputados. Em seguida, o texto segue para o Senado, onde também precisa ser aprovado em dois turnos.  

Se confirmada, a mudança representará uma das maiores alterações nas regras trabalhistas das últimas décadas, com impacto direto na rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.

O que está em jogo

O debate sobre a escala 6x1 envolve não apenas a carga horária, mas também questões de produtividade, saúde mental e qualidade de vida. Defensores da proposta argumentam que jornadas mais curtas podem aumentar o bem-estar sem reduzir a eficiência.

Por outro lado, setores empresariais alertam para possíveis impactos nos custos e na organização das atividades, especialmente em áreas que dependem de funcionamento contínuo.

Com a votação na CCJ e a possível instalação da comissão especial, o Congresso entra, de fato, na fase mais concreta de um debate que há anos mobiliza trabalhadores, empresas e o próprio governo federal.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.