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Desembargador aposentado desiste de evento sobre o golpe de 1964

O evento tem gerado polêmica e reacendeu o debate sobre a interpretação do golpe militar de 1964 na história do Brasil

Redação · · 2 min de leitura
Desembargador Sebastião Coelho
Desembargador Sebastião Coelho — Crédito: Reprodução

O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Sebastião Coelho, cancelou sua participação no evento "Rememoração do Movimento Democrático de 31 de Março de 1964". O magistrado era presença confirmada no almoço que será realizado no dia 31 de março, no Rio de Janeiro.

De acordo com o comunicado divulgado pelo Clube Militar, local que sediará o evento, Coelho alegou "inadiáveis compromissos profissionais" em Brasília na mesma data do almoço.

Desde o anúncio do evento, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) expressou preocupação. A ouvidoria do MPDFT encaminhou um ofício ao Ministério Público Militar (MPM) solicitando que o órgão "avaliasse" a solenidade e os participantes já confirmados.

O promotor da Ouvidoria do MPDFT, Flávio Milhomem, ressaltou no ofício que a data de 31 de março de 1964 "refere-se ao golpe que instaurou uma ditadura militar no Brasil", e não a um marco democrático, como sugere o título do evento. Milhomem também destacou que a maioria dos organizadores do evento é composta por militares inativos.

"Sob o argumento de 'rememorar' o golpe de 1964, esses indivíduos prestam apoio e incentivam ações que ecoam a tentativa de golpe pela qual o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros integrantes de seu governo estão sendo processados", afirmou o promotor no documento.

O evento tem gerado polêmica e reacendeu o debate sobre a interpretação do golpe militar de 1964 na história do Brasil.

Com informações do Portal Metrópoles

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