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Banco Master: Toffoli bloqueia bens de Tanure

Decisão do STF atende pedido da PGR e mira suposto papel do empresário como sócio oculto do Banco Master, investigado por fraudes financeiras

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Nelson Tanure
Nelson Tanure — Crédito: Redes sociais

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens do empresário Nelson Tanure no âmbito das investigações que apuram o colapso do Banco Master. A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi tomada no contexto da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Segundo os investigadores, Tanure é apontado como “sócio oculto” da instituição financeira, hipótese que sustenta a necessidade de sequestro e bloqueio patrimonial para garantir eventual ressarcimento e evitar dissipação de recursos. A decisão alcança valores equivalentes aos já bloqueados de outros investigados ligados à estrutura de controle do banco.

 

O que está sob investigação

As apurações indicam que o Banco Master teria operado com estruturas societárias complexas, fundos de investimento e interpostas pessoas, o que dificultaria a identificação de beneficiários finais. Para a PGR, há indícios de que Tanure exercia influência relevante sobre a instituição, ainda que sem figurar formalmente no quadro societário.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central do Brasil após uma crise financeira que expôs possíveis irregularidades na gestão, concessão de crédito e governança. A nova fase da investigação ampliou o alcance das medidas judiciais, com buscas, apreensões e quebras de sigilo bancário e fiscal.

 

Defesa nega vínculo societário

Em nota, Nelson Tanure negou qualquer participação societária no Banco Master. O empresário afirma que não foi controlador nem sócio, direto ou indireto, sustentando que suas relações com a instituição foram estritamente comerciais. A defesa diz ainda que irá recorrer das medidas e apresentar documentos para contestar as suspeitas.


Impacto no mercado e próximos passos

A decisão do STF repercute no mercado financeiro e empresarial, uma vez que Tanure mantém investimentos em diversos setores da economia. Especialistas ouvidos apontam que o bloqueio de bens é uma medida cautelar comum em investigações de grande porte, especialmente quando há risco de ocultação de patrimônio.

O processo segue em andamento no STF, sob relatoria de Toffoli. A expectativa é que, nas próximas semanas, a Polícia Federal conclua relatórios complementares que poderão reforçar ou afastar a tese de participação de Tanure no esquema investigado. Enquanto isso, o caso Banco Master se consolida como um dos principais escândalos financeiros recentes, com desdobramentos ainda em aberto.

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