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Apagão: Irã completa 24 horas de bloqueio quase total de internet

Bloqueio digital é o mais severo desde 2019; governo alega motivos de segurança e mantém apenas serviços nacionais acessíveis

Redação · · 2 min de leitura
Stringer/Getty Images
Stringer/Getty Images

O Irã completou, nesta quinta-feira (19), 24 horas sob um bloqueio quase total da internet, isolando a maior parte da população do contato com o mundo exterior. A informação foi confirmada pela NetBlocks, organização internacional que monitora a conectividade global. Segundo o grupo, esse é o apagão digital mais grave registrado no país desde os protestos populares de 2019.

De acordo com o Ministério da Informação e Tecnologia da Comunicação do Irã, a medida foi adotada por “razões de segurança”, com o objetivo de impedir o uso da rede por supostos “inimigos agressores” para fins militares. “Foram impostas restrições temporárias ao acesso à internet por decisão das autoridades competentes”, declarou a pasta em nota oficial.

Apesar do bloqueio, serviços públicos de comunicação e plataformas digitais nacionais seguem operando normalmente. As autoridades afirmaram que estão empenhadas em manter a qualidade desses serviços durante o período de restrições.

Conflito com Israel intensifica medidas

A medida ocorre em meio à escalada do conflito entre Israel e Irã. Desde a madrugada de sexta-feira (13), os países vêm trocando bombardeios e ataques aéreos. As Forças de Defesa de Israel (FDI) lançaram ofensivas contra centros do programa nuclear iraniano e alvos militares estratégicos, alegando ameaças diretas à segurança nacional.

Em resposta, o Irã realizou ataques de retaliação, elevando o risco de um conflito regional de grandes proporções. Segundo balanços oficiais, mais de 240 pessoas já morreram desde o início da ofensiva.

A NetBlocks classificou o bloqueio como um “apagão nacional quase total”. A organização observou que, embora restrições à internet sejam comuns no Irã em momentos de instabilidade, a gravidade da medida atual supera os bloqueios registrados durante os protestos de 2022.

Com informações do Portal Metrópoles

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