Madrasta é condenada a 8 anos por morte de menina que se afogou em máquina de lavar em Cascavel
Justiça condenou madrasta a 8 anos e 6 meses por abandono de incapaz com resultado morte após menina de 3 anos morrer afogada em uma máquina de lavar em Cascavel
A Justiça condenou Suzana Bazar dos Santos a oito anos e seis meses de prisão pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte pela morte da menina Isabelly, de 3 anos, que se afogou dentro de uma máquina de lavar roupas em 2022, na Rua Manaus, no Bairro Country, em Cascavel, no Oeste do Paraná.
Apesar da condenação, o juiz autorizou que a ré responda em liberdade enquanto eventuais recursos são analisados pelo Tribunal.
Juiz apontou falha no dever de cuidado
Na sentença, o magistrado concluiu que Suzana era a responsável pelos cuidados da criança enquanto o pai trabalhava.
Conforme o processo, a própria ré relatou em depoimento que colocou um banco em frente à máquina de lavar e deixou Isabelly brincando com água enquanto foi atender a outra filha.
Para o juiz, uma criança de apenas 3 anos não possui capacidade para avaliar os riscos da situação. Por isso, entendeu que houve falha no dever de cuidado, circunstância que levou à morte da menina.
Depoimentos sobre relação entre madrasta e criança
Durante a instrução do processo, testemunhas afirmaram existir uma relação de ciúmes entre a madrasta e Isabelly.
No entanto, o magistrado considerou que esses relatos, isoladamente, não são suficientes para comprovar que houve intenção de matar a criança.
Por esse motivo, a condenação ocorreu por abandono de incapaz com resultado morte, e não por homicídio.
Caso aconteceu em 2022
A morte de Isabelly ocorreu em maio de 2022. A menina morreu afogada dentro de uma máquina de lavar roupas na residência onde morava com o pai e a madrasta, na Rua Manaus, no Bairro Country, em Cascavel.
O caso teve grande repercussão na época e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Defesa e família vão recorrer
Em nota, a defesa de Suzana informou que recorrerá da decisão. Os advogados sustentam que a morte da criança foi uma fatalidade e afirmam que não houve intenção de causar o resultado.
Já o advogado da família de Isabelly também anunciou que apresentará recurso. Segundo ele, a condenação deveria ser por homicídio qualificado, e não por abandono de incapaz com resultado morte.
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