Justiça do Paraná condena envolvidos na morte de Daniel Corrêa a indenizar filha do jogador
Edison Brittes também terá de pagar pensão mensal até a vítima completar 25 anos; decisão responsabiliza outros envolvidos na esfera cível
🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA
A Justiça do Paraná determinou que os envolvidos na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas indenizem a filha da vítima pelos danos causados com o crime ocorrido em 2018. A decisão, proferida pela 3ª Vara Cível de São José dos Pinhais, estabelece o pagamento de indenizações por danos morais e fixa uma pensão mensal que deverá ser paga por Edison Brittes.
Condenado a mais de 42 anos de prisão pelo assassinato do atleta, Edison Brittes foi condenado ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais à filha de Daniel. Além da indenização, ele também deverá pagar uma pensão mensal correspondente a dois terços dos rendimentos líquidos que o jogador recebia na época do crime.
Segundo a decisão, a pensão deverá ser paga desde outubro de 2018, quando Daniel foi morto, até que a filha complete 25 anos de idade. Atualmente, a menina tem nove anos.
A Justiça também determinou que todas as parcelas vencidas desde a morte do jogador sejam quitadas de uma única vez, com incidência de correção monetária e juros.
Outros envolvidos também foram condenados
A sentença responsabiliza civilmente outros envolvidos no caso, ainda que alguns deles tenham sido absolvidos na esfera criminal.
David Willian Vollero da Silva, Ygor King e Eduardo Henrique Ribeiro da Silva foram condenados ao pagamento de R$ 50 mil, cada um, à filha de Daniel Corrêa.
De acordo com a decisão, embora David e Ygor tenham sido absolvidos pelo Tribunal do Júri, a Justiça entendeu que, na esfera cível, ficou demonstrada a participação deles nas agressões sofridas pelo jogador antes da morte.
Já Cristiana Rodrigues Brittes, ex-esposa de Edison, e Allana Brittes, filha dele, foram condenadas a pagar R$ 20 mil, cada uma.
A sentença aponta que mãe e filha contribuíram para a fraude processual, para a ocultação da verdade e para o aumento do sofrimento causado aos familiares da vítima.
Somadas, as indenizações ultrapassam R$ 340 mil, sem considerar a pensão mensal que deverá ser paga por Edison Brittes.
Bens permanecem vinculados ao processo
A decisão também determina que bens pertencentes à família Brittes permaneçam vinculados ao processo como garantia do cumprimento da sentença.
Caso os valores fixados pela Justiça não sejam pagos, o patrimônio poderá ser alvo de medidas de execução, como penhora para garantir a indenização.
Matérias relacionadas
Benedito Gonçalves assume Corregedoria Nacional e defende Justiça mais próxima da sociedade
Justiça derruba cobrança de R$ 271 milhões da Receita por dívida prescrita
Ministério da Justiça aciona OAB após advogados ironizarem medidas protetivas nas redes
Seguro pode ser negado por adesivo eleitoral? Especialistas contestam restrição automática
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.