Caso cão Orelha: Igor Zampieri quebra o silêncio, nega envolvimento e fala após arquivamento
Igor Zampieri publicou um vídeo após o arquivamento do caso do cão Orelha, negou participação no crime e afirmou que foi alvo de julgamentos nas redes sociais
Após meses sem se manifestar publicamente, Igor Zampieri voltou às redes sociais para comentar o caso envolvendo o cão Orelha. Em um vídeo publicado em um perfil criado recentemente, o jovem afirma que foi alvo de julgamentos nas redes sociais, nega qualquer participação no crime e diz que decidiu falar após o encerramento das investigações.
Segundo Igor, o silêncio mantido durante os últimos meses ocorreu por orientação das autoridades responsáveis pelo caso.
"Nos últimos cinco meses, milhares de pessoas me chamaram de assassino. Meu nome é Igor Zampieri, eu acabei de fazer 18 anos. Pessoas que não me conhecem, pessoas que não sabem quem eu sou, que nunca escutaram a minha versão", afirmou no início da gravação.
Jovem diz que respeitou o sigilo da investigação
Durante o vídeo, Igor afirma que tanto ele quanto a família optaram por não se pronunciar enquanto o procedimento estava em andamento.
"Até aqui, eu e minha família ficamos em silêncio. Muitas pessoas viram esse silêncio como forma de culpa, porém só estava respeitando o processo que foi pedido pelas autoridades, que ficasse em sigilo. Eu fiquei quieto até que tudo fosse concluído", declarou.
Ele também relata que, enquanto permaneceu em silêncio, passou a sofrer ataques nas redes sociais.
"Minha foto circulava pela internet. Meu nome era compartilhado em grupos de WhatsApp. Pessoas me julgavam sem me conhecer, sem jamais ter ouvido a minha versão, sem jamais saber o que realmente aconteceu."
"Jamais faria isso", afirma Igor
No vídeo, Igor nega qualquer envolvimento no caso e afirma que foi acusado injustamente.
"O mais difícil para mim de tudo isso é que as pessoas me julgavam de algo que eu não fiz, algo que eu jamais faria."
Segundo ele, a investigação conduzida pelas autoridades concluiu que não havia elementos para responsabilizá-lo.
"Mesmo depois das autoridades terem analisado tudo, da Justiça ter arquivado o processo e ficado provado que eu não fiz nada, muitas pessoas seguem me chamando de assassino."
Ao explicar o motivo da manifestação pública, o jovem afirmou que decidiu apresentar sua versão dos fatos após meses de repercussão.
"Então eu vim aqui falar, porque se durante cinco meses falaram de mim, chegou a minha vez."
Jovem cita CPI sobre o caso
Na parte final da gravação, Igor também comentou sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para discutir o caso.
"Eu sempre quis que todos soubessem a verdade. Por isso eu não me importo com a CPI, só vai mostrar mais uma vez para todo mundo a minha inocência."
Em que fase está o caso?
Conforme as informações mais recentes divulgadas pela imprensa catarinense, a Polícia Civil concluiu a investigação e encaminhou o procedimento ao Ministério Público.
Na sequência, foi apresentado um pedido de arquivamento, posteriormente encaminhado ao Poder Judiciário.
O caso também motivou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal, que segue discutindo os desdobramentos do episódio.
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