🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Corbélia
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Flávio Dino será indenizado em R$ 1,2 milhões por morte do filho e doará valor

Ministro do STF venceu ação contra o Hospital Santa Lúcia, em Brasília, por erro médico que resultou na morte de seu filho em 2012

Redação · · 3 min de leitura
Flavio Dino
Flavio Dino — Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (9), o  ministro Flávio Dino anunciou, por meio de sua conta no Instagram, o encerramento de um processo judicial movido por ele e pela ex-esposa, Deane Fonseca, contra o Hospital Santa Lúcia, em Brasília/DF, por erro médico relacionado à morte do filho do casal, Marcelo Dino, em 2012.

O ministro informou que o valor da indenização, fixado em R$ 1,2 milhão, será totalmente doado.

Dino destacou que o aspecto financeiro não tem relevância diante da dimensão humana e moral do caso.

Para S. Exa., o essencial é o reconhecimento da responsabilidade do hospital.

"A 'indenização' que foi paga por essa gente não nos interessa e será integralmente doada. O que importa é o reconhecimento da culpa do hospital", escreveu.

O ministro acrescentou esperar que a condenação resulte em melhorias no atendimento prestado pela instituição, "para que nenhuma família passe pelo que a minha passou".

Na mensagem publicada, Dino relembrou o filho com emoção e reiterou o propósito de lutar para que tragédias semelhantes sejam evitadas.

"Conto essa triste história para que outras famílias, também vítimas de negligências profissionais e empresariais, não deixem de mover os processos cabíveis. Nada resolve para nós próprios, mas as ações judiciais podem salvar outras vidas", declarou.

O ministro também mencionou o PL 287/24, apresentado quando era senador, que propõe a avaliação periódica da qualidade dos hospitais brasileiros.

O texto ainda aguarda apreciação no Congresso Nacional.

Segundo Dino, a iniciativa busca priorizar a segurança e o cuidado aos pacientes em vez de investimentos apenas na aparência das unidades de saúde.

"Muitas vezes os hospitais investem mais em granitos, vidros espelhados e belos prédios do que na qualidade dos seus profissionais e no respeito aos pacientes", escreveu.

Flávio Dino encerrou a publicação dedicando a decisão judicial aos amigos de Marcelo, que hoje têm a idade que o filho teria se estivesse vivo.

"Agradeço o tanto que amaram e amam o Peixinho, como carinhosamente chamavam o meu filho. Meu peito sangra e dói, mas tenho fé", disse o ministro. "Marcelo vive para sempre, no Reino de Deus e nos nossos corações."

 

O caso

Marcelo Dino, de 13 anos, morreu após uma crise de asma, em 2012.

Segundo a ação, o atendimento médico foi marcado por falhas e demora, já que a médica responsável teria deixado o posto na UTI pediátrica durante o episódio.

O adolescente chegou a ser encaminhado para a unidade de terapia intensiva, mas não resistiu após apresentar dificuldades respiratórias.

À época, a Polícia Civil do DF abriu inquérito para apurar o caso, e duas profissionais chegaram a ser denunciadas por homicídio culposo, mas foram absolvidas em 2018 por falta de provas.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.