Moraes rejeita pedidos e segura assassinos de Marielle na cadeia; veja as penas
Ministro do STF rejeitou recursos das defesas por falta de fatos novos; acusados do crime contra a vereadora e o motorista Anderson Gomes seguem cumprindo penas de até 76 anos
Os acusados de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes continuarão presos. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (25) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a determinação, permanecem detidos o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto.
A decisão de Moraes foi tomada após pedidos de liberdade apresentados pelas defesas dos acusados. O ministro entendeu que não houve mudanças no processo que justificassem a revogação das prisões preventivas.
Segundo o magistrado, não surgiu nenhum fato novo capaz de alterar a situação analisada anteriormente pela Primeira Turma do STF durante o julgamento da ação penal.
Em fevereiro deste ano, os réus foram condenados pela Primeira Turma da Corte. Domingos Brazão e seu irmão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, receberam penas de 76 anos de prisão. Chiquinho, no entanto, cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde.
Já Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão. Ronald de Paula recebeu pena de 56 anos, enquanto Robson Calixto foi condenado a nove anos de reclusão.
Apesar das condenações, ainda cabem recursos nas instâncias superiores.
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