🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo
monique medeiros jairinho
monique medeiros jairinho — Crédito: Reprodução Redes Sociais

Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique começa nesta segunda

Réus respondem por homicídio qualificado cerca de cinco anos após o crime que chocou o país; Justiça escalou defensor público de plantão para evitar novos adiamentos

Gabriel Porta · · 4 min de leitura

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel começa nesta segunda-feira (25), no Rio de Janeiro, cerca de cinco anos após o crime que chocou o país em março de 2021. Os dois irão a júri popular após uma longa disputa judicial marcada por recursos e tentativas de adiamento da sessão.

A defesa de Monique sustenta que ela não teve participação no assassinato do filho. O advogado Hugo Novais afirmou que a mãe da criança teria sido vítima de um relacionamento abusivo e não percebeu a escalada de violência que atingiria Henry. Segundo ele, o julgamento pode representar uma discussão social semelhante à provocada pelo caso da socialite Ângela Diniz, assassinada em 1976 pelo companheiro.

Já o advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, declarou esperar um julgamento baseado apenas nas provas do processo. A defesa também voltou a afirmar que não teve acesso integral a materiais da investigação e sinalizou que poderá questionar judicialmente o resultado caso haja condenação.

Nos dias que antecederam o júri, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, um pedido da defesa de Jairinho que tentava anular um laudo pericial usado na investigação. Antes disso, a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro também negou recurso que buscava suspender o julgamento sob alegação de falta de acesso completo ao conteúdo de um notebook apreendido durante o inquérito.

O júri desta segunda ocorre após uma primeira tentativa de julgamento fracassar em março deste ano. Na ocasião, os advogados de Jairinho deixaram o plenário depois de terem pedidos negados pela Justiça. Sem defesa constituída, a sessão precisou ser interrompida. A juíza Elizabeth Machado Louro classificou a atitude como estratégia ilegítima e determinou que um defensor público permaneça de prontidão caso haja novo abandono da defesa.

O episódio acabou provocando o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, posteriormente revertido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleceu a prisão preventiva.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe e Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A acusação sustenta que o ex-vereador provocou lesões fatais por meio de agressões violentas e que Monique teria se omitido diante da situação, contribuindo para a morte da criança.

As investigações apontam que Henry teria sofrido pelo menos três episódios anteriores de agressão. Um dos principais elementos reunidos pela polícia foram mensagens trocadas entre a babá da criança e o então noivo dela. Em depoimento, a funcionária relatou situações em que o menino demonstrava medo extremo de permanecer sozinho com Jairinho.

De acordo com o delegado Henrique Damasceno, responsável pelas investigações na época, Henry teria chegado a se agarrar na babá para evitar entrar em um quarto com o padrasto. A testemunha também afirmou que ouviu o menino repetir frases como “eu prometo” durante momentos em que estaria sozinho com Jairinho, o que reforçou a suspeita de ameaças para impedir que ele contasse sobre as agressões à mãe.

Outro relato incluído no inquérito aponta que, em fevereiro de 2021, Henry saiu mancando de um quarto após permanecer com o padrasto e reclamando de dores. Segundo a babá, durante uma videochamada com Monique, o menino teria mencionado agressões. Ao retornar ao apartamento, Jairinho teria questionado a criança de forma exaltada sobre o que havia sido contado à mãe.

Ainda conforme os depoimentos, Monique chegou a deixar o apartamento com o filho e a babá após o episódio. Porém, no dia seguinte, apareceu ao lado de Jairinho em Mangaratiba, o que causou estranheza à funcionária. Dias depois, a babá viu exames de raio-x feitos por Henry após queixas de dores.

Jairinho responde por homicídio qualificado por meio cruel e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de agravante pelo fato de Henry ter menos de 14 anos. O ex-vereador também é acusado de tortura e coação no curso do processo. Monique Medeiros responde por homicídio qualificado por omissão, além das acusações de tortura e coação.

 
Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.