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Casamento coletivo une seis casais dentro da cadeia de Jacarezinho

Cerimônia foi realizada pelo Justiça no Bairro e parceiros, com juízes destacando impacto positivo na ressocialização e no fortalecimento dos vínculos familiares

Redação · · 2 min de leitura
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3 — Crédito: Divulgação/TJPR


Seis casais oficializaram a união na última segunda-feira (1º) dentro da Cadeia Pública de Jacarezinho, no Norte Pioneiro. O casamento coletivo ocorreu na unidade masculina por meio de uma parceria entre o Programa Justiça no Bairro, a Vara Criminal, o Juizado Especial, o Conselho da Comunidade, a Prefeitura Municipal, o Sesc, o Cartório de Registro Civil e o Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen).

A iniciativa busca fortalecer vínculos familiares e contribuir para a ressocialização dos detentos. Para o juiz corregedor da unidade, Renato Garcia, a cerimônia representa mais do que um ato civil. “A pena privativa de liberdade busca não apenas punir, mas também reeducar e preparar o indivíduo para o retorno ao convívio social, respeitando normas e valores. O casamento comunitário dentro do cárcere é a garantia de que, quando chegar a hora, o indivíduo terá uma nova motivação para integrar a sociedade e deixar a criminalidade”, afirmou.

A juíza Joana Biazuz Tonetti, supervisora dos Juizados Especiais de Jacarezinho e responsável por conduzir a cerimônia como juíza de paz, relatou a emoção dos participantes. Segundo ela, as noivas chegaram vestidas de branco e se emocionaram ao receber os buquês, marcando o início de um momento especial.
“Todos nós pudemos ver e sentir que o casamento serviu para os homens, ali presos, expressarem de forma concreta o desejo de mudar, com o amparo da mulher que, a partir daquele momento, seria sua esposa”, destacou.

Para casais que já viviam em união estável, a possibilidade de regularizar a situação no civil reforça, segundo a magistrada, o compromisso com a mudança de vida e a superação da condição de exclusão social.

 
 
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