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Será que terá mudança no comando técnico do Cascavel após o empate com o Marcílio Dias?

Cascavel empatou em 2 a 2 com o time catarinense, no Olímpico

Luciano Neves · · 4 min de leitura
O Cascavel empatou com o Marcílio Dias
O Cascavel empatou com o Marcílio Dias — Crédito: Brayan Brandão

A Copa do Mundo ocorre só de quatro em quatro anos. Então, o melhor é curtir cada momento. É assistir um jogo em sequência do outro. Detalhe: todos jogos de altíssimo nível. Então é bom comum que, depois que a Copa acabar e retomarmos a rotina de acompanharmos jogos do Campeonato Brasileiro, sentiremos aquela decepção, aquele desapontamento, pois a grandeza dos jogos não é mais a mesma de uma Copa do Mundo.

Mas essa decepção pós-Copa não ocorreu no jogo do Cascavel contra o Marcílio Dias, no jogo de ida da segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Até o técnico Cesar Bueno afirmou, em entrevista coletiva, que se tratava de um jogo de ‘Copa do Mundo’ para o clube em virtude da importância da partida.

E o jogo no Estádio Olímpico Regional teve de tudo, quase um ambiente de Copa do Mundo. Bola na rede, situações inéditas, goleador histórico brilhando, vibração, emoção, tensão e até confusão. Isso porque o Cascavel empatou em 2 a 2 com o time catarinense, no Estádio Olímpico Jacy Scanagatta. Aliás, a Serpente Aurinegra nunca perdeu para este adversário. Agora, são cinco jogos com duas vitórias e três empates. Mas esta foi primeira vez que ambos se enfrentaram num duelo eliminatório. Logo, o empate em casa teve um sentimento de derrota para o Cascavel, já que o clube esteve na frente do placar duas vezes. E o empate do Marcílio ocorreu no finzinho da partida. Com isso, o Cascavel terá que buscar uma vitória na partida de volta em Santa Catarina. 

Situações inéditas

Esta foi a primeira vez que o Cascavel fez dois gols num jogo de mata-mata da Série D. Em sete participações na quarta divisão nacional, o clube chegou na segunda fase pela quinta vez. Até então, o Cascavel havia feito um único golzinho neste tipo de confronto. E foi no primeiro jogo de mata-mata, quando o Cascavel venceu o Novorizontino por 1 a 0, no Olímpico, no jogo de ida da segunda fase, com um gol de pênalti de Paulo Baya.

Contra o Marcílio Dias, o Cascavel marcou um gol pela primeira vez em duelos eliminatórios de Série D com bola rolando. Foi do zagueiro Borech. Na verdade, não foi bem um gol de bola rolando. A melhor definição é um gol com ‘bola em movimento’. Isso porque, numa jogada área, o zagueiro apareceu para abrir o marcador no Olímpico. A bola aérea também resultou no gol de empate do Marcílio Dias. Gol do zagueiro Claudinho, de cabeça.

Mas com bola parada, o Cascavel voltou a ficar na frente. Golaço de Robinho, em cobrança de falta. Pelas contas do próprio atleta, foi o gol de número 38 dele com a camisa do Cascavel em jogos oficiais. Robinho é, de longe, o maior goleador da história do Cascavel.

Mas o Marcílio empatou com Gabriel Lyra, com passagem discreta pelo Cascavel: 2 a 2, que deixou o embate em aberto. Quem vencer avança para a terceira fase. Em caso de um novo empate, a decisão será nos pênaltis. Um detalhe importante: o Cascavel só terá calendário nacional em 2027 se passar pelo Marcílio e seguir rumo ao acesso à Série C. Mas, mesmo que o acesso não venha, se chegar na terceira fase nesta edição da Série D, o time garante a permanência na quarta divisão nacional no ano que vem. 

Tensão e confusão

A trajetória do técnico Cesar Bueno no time principal do Cascavel começou justamente no mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro do ano passado. Após a derrota para o Barra, no jogo de ida, por 1 a 0, no Olímpico, a diretoria demitiu o então técnico Tcheco. E Cesar Bueno assumiu o comando da equipe de maneira interina para o jogo de volta. Apesar da eliminação, ele foi efetivado como treinador da equipe. Resta saber se ele continuará no comando do Cascavel. Isso porque se envolveu num bate-boca com o presidente do clube, Valdinei Silva, logo após o fim da partida, na entrada do túnel do vestiário.

Cesar Bueno participou da entrevista coletiva e explicou o ocorrido. Segundo ele, foi cobrado por Valdinei, o que seria plenamente aceitável. Porém, teria sido alvo de ofensas pessoais e o presidente teria usado palavras de baixo calão contra ele. Na visão do treinador, esse é o time de assunto que deveria ter sido tratado no vestiário.

Já fora do estádio, conversamos com o diretor de futebol do clube, Rudinei Guimarães. Ele não quis gravar entrevista, mas garantiu que Cesar Bueno segue como treinador do Cascavel e que o foco é o jogo de volta diante do Marcílio Dias.

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