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Os prós e os contras da estreia de Ancelotti na Seleção

A Seleção Brasileira joga na próxima terça-feira (10) contra o Paraguai no primeiro jogo de Carlo Ancelotti diante da torcida

Luciano Neves · · 3 min de leitura
O Brasil empatou fora de casa
O Brasil empatou fora de casa — Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

A estreia do técnico Carlo Ancelotti à frente do Brasil foi marcada por um bom desempenho defensivo no empate sem gols com o Equador, em Guayaquil, pela 15ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Por outro lado, a equipe esbarrou na falta de criatividade no setor ofensivo. Mesmo diante de um time que já vem de um trabalho mais longevo com o técnico Sebastian Beccacece, o Brasil conseguiu neutralizar as investidas dos equatorianos, que até tiveram mais posse de bola em muitos momentos do jogo, mas não conseguiram encontrar espaços para infiltrar na defesa brasileira.

A consistência defensiva da Seleção merece ainda mais destaque pelo fato de a primeira linha ter contado um zagueiro que não havia estreado com a Amarelinha: Alexsandro. O jogador do Lille, inclusive, recebeu elogios de Ancelotti ao fim da partida. A falta de entrosamento dos jogadores de defesa não pesou na performance coletiva do Brasil na hora da marcação. Ofensivamente, porém, a história foi outra.

Estêvão foi a principal aposta de Ancelotti no ataque, atuando ao lado de Vinícius Júnior e Richarlison. Já o meio-campo foi formado por Casemiro, Bruno Guimarães e Gerson. Todos atletas de alto nível e que já se conhecem há algum tempo. A falta de entrosamento, porém, atrapalhou na transição ofensiva. Ao longo dos 90 minutos o Brasil teve duas chances claras de gol. No primeiro tempo, Vinícius Júnior teve um chute travado dentro da área após assistência de Gerson. Já na etapa complementar foi a vez de Casemiro receber do camisa 10 da Seleção e bater de primeira, no cantinho, obrigado o goleiro a fazer a defesa.

Considerando a qualidade dos jogadores à disposição, a Seleção Brasileira produziu muito pouco, assim como fez sem seus últimos compromissos oficiais. Com pouquíssimos dias para trabalhar com a equipe, é injusto cobrar qualquer coisa de Carlo Ancelotti. O processo será longo, e a evolução, gradativa. Pelo menos é o que todos esperam.

Na próxima terça-feira (10), contra o Paraguai, às 21h45, na Neo Química Arena, em São Paulo, o Brasil terá a oportunidade de fazer diferente. Raphinha, do Barcelona, um dos principais carrascos de Ancelotti no Real Madrid, deverá ser titular após cumprir suspensão por acúmulo de cartões amarelos. A ver se sua presença poderá fazer a diferença para o time canarinho vencer a primeira sob o comando do treinador italiano.

 

Capitão

O técnico Carlo Ancelotti garantiu que Marquinhos será o capitão da Seleção Brasileira neste ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026. “Creio que Marquinhos foi o capitão nos últimos anos, não é necessário mudar, seguimos assim. Ele foi muito bem, todos os quatro jogadores de trás, Alexsandro também merece ser ressaltado, fez seu primeiro jogo e foi muito bem atrás”, comentou Ancelotti.

Aos 30 anos, Marquinhos ostenta o status de um dos atletas mais experientes da Seleção Brasileira. Recém-campeão da Liga dos Campeões, o zagueiro também veste a braçadeira no Paris Saint-Germain e é visto por Ancelotti como um dos líderes do time canarinho dentro e fora de campo. Inicialmente, acreditava-se que Casemiro, com quem Ancelotti já trabalhou no Real Madrid, poderia ser o capitão do Brasil, porém, o treinador italiano parece satisfeito com Marquinhos exercendo a função neste seu início de trajetória na Seleção. “O objetivo que temos é qualificar para a Copa do Mundo, brigar na Copa do Mundo e tentar colocar o Brasil onde sempre esteve, nas primeiras posições do futebol mundial. Todos vamos brigar para conseguir isso”, disse Ancelotti.

 

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