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Meninas do Brasil estreiam na Copa do Mundo neste domingo

A Seleção Brasileira defende a supremacia mundial, mas busca o título da primeira Copa organizada pela Fifa

Luciano Neves · · 3 min de leitura
A Seleção estreia no Mundial
A Seleção estreia no Mundial — Crédito: CBF

A Seleção Brasileira de futsal feminino, que está nas Filipinas, para a disputa da primeira Copa do Mundo da modalidade, organizadas pela Fifa, tem uma base do Stein Cascavel. A começar por Márcio Coelho. O treinador do time cascavelense é integrante da comissão técnica da Seleção e é o auxiliar de Wilson Sabóia.

No grupo de jogadoras, a goleira Bianca e a fixa Luana, que jogam no Stein, vão em busca do título inédito. Destas, Bianca é bem mais experiente e tem longa trajetória na Seleção Brasileira. Inclusive, ela já foi campeã mundial com o Brasil. Porém, não se tratava de uma competição organizada pela Fifa. Já Luana começou a aparecer na Seleção do ano passado para cá. E consolidou a sua vaga para a Copa do Mundo. Além do trio do Stein, outras três jogadoras com longa trajetória no time cascavelense e hoje atuam no exterior fazem parte da Seleção: a goleira Júlia, Camila e Simone.

A estreia brasileira na Copa do Mundo será neste domingo (23), às 8 horas, contra o Irã. A Seleção faz parte do Grupo D, que tem ainda Itália e Panamá. O segundo jogo é na quarta (26) contra as italianas, às 9h30. E na terceira rodada, o Brasil joga contra o Panamá, no sábado (29), às 8h30. A Copa do Mundo da Fifa tem 16 seleções. Logo, o caminho do título é de seis jogos.

Luana falou das emoções de disputar um Mundial de futsal pela primeira vez. “O nível mundial cresceu muito. É ótimo para o futsal feminino. Isso é ótimo para nossa visibilidade. As pessoas vão ver que merecemos estar nesses lugares”, disse.

Sobre favoritismo, ela é mantém os pés no chão. “A gente sabe da nossa qualidade. Mas favoritismo vem de fora. Aqui dentro, somos um grupo, valorizamos o coletivo. A gente não carrega isso com a gente, só a nossa responsabilidade e a força que a gente tem enquanto grupo”.

Em 2021, o sonho de vestir a camisa da Seleção Brasileira chegou antes do previsto. Na primeira convocação, Luana tinha 21 anos e estava no último ano no Cianorte. Ela não esperava. “Era só para treinamento, mas não muda a emoção. Quando você veste essa camisa, já sabe que uma porta está se abrindo. Ver a bolsa personalizada, meu nome, meu tamanho de roupa. Foi mágico.” Dois anos depois, em 2023, estreou em competição no Torneio Internacional de Xanxerê.

 

A convocação para a primeira Copa do Mundo FIFA foi uma surpresa. No momento do anúncio da lista ela estava acompanhada com as colegas de equipe, em um pré-jogo no Stein. “Eu confesso que não esperava. Meu nome foi o último entre as alas. Todo mundo na expectativa, nervoso… Quando saiu, foi uma explosão de alegria”, relatou.

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