Matheus Cunha despista favoritismo do Brasil e cita preocupação com Haaland
A Seleção Brasileira enfrenta a Noruega no próximo domingo (05)
Matheus Cunha evitou qualquer clima de euforia na Seleção Brasileira no duelo diante da Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Nova Jersey, o atacante destacou que o favoritismo atribuído ao Brasil não entra em campo e fez elogios ao principal nome da equipe adversária: Erling Haaland.
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"Eu acho que o Haaland é um grande jogador, já demonstrou isso em todos os momentos que teve oportunidade. Desde a época do Borussia Dortmund acompanho bastante a carreira dele. Já enfrentei muitas vezes, na Alemanha e na Inglaterra. Temos um relacionamento saudável e sabemos o quanto cada um pode ser importante para sua equipe. O ataque da Noruega é muito forte. Tem tantos jogadores que conhecemos e contra os quais já joguei. Temos que estar muito focados em vários jogadores muito fortes da seleção norueguesa", afirmou o atacante, que tem três gols na Copa e é o vice-artilheiro da Amarelinha.
Apesar do favoritismo apontado por parte da imprensa e dos torcedores, Cunha fez questão de adotar um discurso cauteloso antes da partida.
"Eu vejo, com todo respeito, pouco sobre favoritismo, porque ele não entra em campo. Não é nada que ajude durante o jogo. Temos que focar naquele momento, que passa muito rápido. São 90 minutos em que tudo pode acontecer", destacou.
Responsabilidade da camisa 9
Titular sob o comando de Carlo Ancelotti, Matheus Cunha também falou sobre a responsabilidade de vestir a camisa 9 da Seleção Brasileira. O atacante afirmou que conhece o peso histórico do número e revelou que terá papel importante também na marcação das bolas paradas defensivas.
"Todo mundo sabe da importância de vestir essa camisa e a número 9. Muitos jogadores fizeram história com ela e conquistaram títulos. Espero continuar dessa forma. A gente dedicou boa parte do treino para organizar a defesa, principalmente sabendo da força deles na bola parada. Vou ser um dos responsáveis para que a gente saia sem sofrer gols nessas jogadas, se Deus quiser", pontuou o atacante do Manchester United.
Brasil quer deixar fantasmas para trás
Questionado sobre o histórico recente da Seleção em Copas do Mundo, principalmente contra europeus em fase de mata, Matheus Cunha afirmou que o grupo evita tratar constantemente das eliminações anteriores, mas reconheceu que é preciso superar esse passado para buscar o hexacampeonato.
"A gente não conversa muito sobre as Copas passadas, apenas sobre momentos específicos de algumas eliminações, porque temos companheiros que viveram isso e ninguém quer reviver. Temos que fazer o máximo possível para matar esses fantasmas. Para vencer uma Copa do Mundo, precisamos superar esses percalços", cravou.
O atacante ainda reforçou o tamanho da responsabilidade de defender a Seleção Brasileira. "A responsabilidade do brasileiro é ganhar a Copa do Mundo por toda a nossa história. Não queremos ser maiores que os nossos ídolos. Queremos construir o nosso caminho e marcar o coração dos brasileiros, como eles marcaram o nosso. Nada seria maior do que dar orgulho ao povo brasileiro conquistando mais uma estrela".
Quando o Brasil joga?
Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo, às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Quem avançar enfrentará o vencedor do duelo entre México e Inglaterra nas quartas de final.
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