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Já classificado, Brasil enfrenta o Panamá pela Copa do Mundo de futsal

A Seleção Brasileira venceu os dois jogos que fez até agora

Luciano Neves · · 3 min de leitura
Amandinha é destaque do Brasil
Amandinha é destaque do Brasil — Crédito: Fabio Souza/CBF

A Seleção Brasileira faz neste sábado (29) o terceiro jogo pela Copa do Mundo de futsal feminino da Fifa. O Brasil enfrenta o Panamá, às 8h30 (de Brasília), e entra em quadra classificado para as quartas de final. A Seleção venceu o Irã na estreia por 4 a 1. E na última quarta-feira goleou a Itália por 6 a 1. Com isso, lidera o Grupo D com seis pontos. Itália e Irã têm três pontos e fazem um confronto direto pela segunda vaga na chave. Ou seja, o Brasil tem grandes possiblidades de ser o primeiro colocado. Com isso, irá enfrentar o segundo colocado do Grupo C na próxima terça (04).

Amandinha foi o grande nome do Brasil na goleada sobre a Itália. “A gente queria ser Brasil, a gente estava sentindo falta de ser Brasil. Ser Brasil é ser paixão a todo momento, dentro de quadra, se dedicar, trabalhar duro. Muitas vezes as pessoas pensam que Brasil é só alegria nas pernas. Não, a gente trabalha muito duro todos os dias, a gente é apaixonada pelo que a gente faz.”

Ao falar sobre a experiência de disputar a primeira Copa do Mundo oficial da modalidade, Amandinha afirma que é um marco histórico. “Estar vivendo a primeira Copa do Mundo feminina é algo que é até difícil de descrever. A gente só escutava falar que a Copa do Mundo FIFA é diferente, porque a gente assiste o masculino. E a gente ficava: 'quando vai ser a nossa vez?' Quando saiu a notícia que teria a primeira Copa do Mundo feminina, a gente ficou:' agora a gente vai sentir essa sensação'. É surreal viver isso. É tudo do mais alto nível, tudo o que a gente sonha para a nossa modalidade”.

Ela conta que ao olhar para a quadra, para o telão, para o público, a sensação é de um sonho antigo finalmente realizado mas ela destaca que esse momento não pertence apenas às 14 convocadas. É acima de tudo representatividade. “A gente até conversa que estar nessa Copa do Mundo é além de ganhar ou perder. Vai além disso, porque é sobre representatividade. Você está representando tantas jogadoras que já pararam, que lutaram tanto pela nossa modalidade e não estão tendo a oportunidade de jogar essa Copa do Mundo. Outras craques ficaram fora da convocação, porque afinal são só 14. Outras atletas lesionadas. Estar aqui significa representatividade”.

Segundo a camisa 12, o grupo está consciente do tamanho desse momento. “Estamos representando tantas mulheres fantásticas que sempre batalharam pela nossa modalidade e estão alcançando patamares cada vez maiores. E acredito que a gente está fazendo isso da melhor forma possível”.

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