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ARBITRO BARRADO COPA
ARBITRO BARRADO COPA — Crédito: Reprodução Redes Sociais
Esportes › Futebol

Árbitro da Somália escalado para a Copa do Mundo tem entrada negada nos EUA

Omar Artan, que seria o primeiro representante de seu país em um Mundial, desembarcou em Miami com visto válido, mas foi considerado inadmissível pela alfândega americana

Gabriel Porta · · 2 min de leitura

As autoridades de imigração dos Estados Unidos impediram a entrada de um árbitro somali que viajou ao país para atuar na Copa do Mundo. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (8) pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês).

Segundo o órgão, o cidadão da Somália desembarcou no Aeroporto Internacional de Miami no último sábado (6), após voo procedente de Istambul, na Turquia. Após passar pelos procedimentos de imigração, ele foi considerado inadmissível e teve a entrada negada.

Em comunicado, a CBP informou que a decisão foi tomada por questões relacionadas à verificação de antecedentes, mas não detalhou quais fatores motivaram a medida.

As autoridades americanas também não divulgaram oficialmente a identidade do passageiro.

No entanto, veículos da imprensa internacional apontam que se trata de Omar Artan, árbitro premiado da Somália que possuía visto válido para entrar nos Estados Unidos e que poderia se tornar o primeiro representante de seu país a atuar como árbitro em uma edição da Copa do Mundo.

Até a publicação desta reportagem, a embaixada da Somália em Washington não havia se manifestado sobre o caso.

Políticas migratórias geram preocupação

O episódio ocorre em meio a discussões sobre as políticas migratórias adotadas pelo governo do presidente Donald Trump e seus possíveis impactos em participantes do Mundial.

No ano passado, o governo americano ampliou restrições de viagem para cidadãos de 12 países, incluindo a Somália. As medidas geraram preocupação entre atletas, dirigentes e demais profissionais envolvidos na competição.

A Copa do Mundo começa nesta semana nos Estados Unidos e reúne seleções, árbitros e delegações de diversos países, tornando os procedimentos migratórios um dos temas acompanhados de perto por entidades esportivas e governos estrangeiros.

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