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Espanha campeã: venceu a Copa do Mundo quem deveria vencer

Espanha fatura o bicampeonato ao superar a Argentina por 1, na prorrogação

Luciano Neves · · 4 min de leitura
A Espanha conquistou o bicampeonato
A Espanha conquistou o bicampeonato — Crédito: Getty Images

A Copa do Mundo de 2026 teve a Espanha como campeã. E o título ficou em ótimas mãos. Venceu quem deveria vencer. Não porque muitos de nós torcemos contra a Argentina na final. A Espanha venceu por merecimento puro e foi totalmente soberana na Copa de 2026.

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É verdade que a bicampeã mundial provocou contestações para si após empatar com Cabo Verde sem gols na estreia. Aliás, aquele empate deixou a campanha da Fúria mais semelhante com a campanha da primeira conquista, em 2010. Quando venceu a Copa pela primeira vez, a Espanha estreou com derrota para a Suíça. Depois, venceu todos os jogos até a final. Na decisão do Mundial da África do Sul, a Espanha fez a final com a Holanda, que tinha 100% de aproveitamento. Empatou sem gols no tempo ficou com um jogador a mais na prorrogação e Iniesta fez o gol do título.

Em 2026, a Espanha também enfrentou uma equipe que tinha 100% de aproveitamento, empatou sem gols no tempo normal, ficou com um jogador a mais e venceu na prorrogação: 1 a 0, gol de Ferran Torres. A diferença é que, na campanha do bicampeonato, a Espanha fechou de maneira invicta: foram oito jogos com sete vitórias e um empate.

Mas o time de Luis de la Fuente se mostrou mais completo, mais encorpado, que a equipe que levantou a primeira taça com Vicente del Bosque no comando. A Espanha do primeiro título era, basicamente, uma junção de atletas de Real Madrid e Barcelona. E até tinha no elenco jogadores mais consagrados mundialmente, como Fernando Torres, Iniesta, Xavi, Puyol, Piquet, David Villa, entre outros.

A Espanha bicampeã teve um time mais heterogêneo. E não dependeu de uma base do Barcelona ou do Real Madrid. Foi uma Espanha com mais cara de Espanha, cuja virtude foi a força defensiva. A Fúria, de Luís de la Fuente, sofreu apenas um gol em toda a Copa do Mundo, a melhor defesa de uma campeã na história das Copas. Detalhe: essa defesa da Espanha segurou Cristiano Ronaldo nas oitavas de final, parou o badalado ataque francês nas semifinais e neutralizou, nada mais nada menos, que Lionel Messi na grande decisão. Tanto é que o goleiro Unai Simón recebeu o prêmio da luva de ouro.

Ou seja, na campanha do título, a Espanha derrotou os dois finalistas da Copa anterior. Contra a França nas semifinais já havia demonstrado a capacidade coletiva. E comprovou isso na grande decisão. A Argentina não conseguiu jogar durante os mais de 120 minutos. E aqui uma outra situação que amplia o merecimento da Espanha. A Argentina chegou em sua segunda final consecutiva. Mas, nesta Copa, todas as vezes que precisou contornar situações adversas necessitou da genialidade de Messi. Na final, o camisa 10 sucumbiu diante da organizada Espanha. E o brilho da Argentina nesta Copa, tantas vezes enaltecido, se apagou.

A grande estrela da Espanha, o garoto Lamine Yamal, nem precisou ser o protagonista. Ele até poderá assumir esse papel na próxima Copa do Mundo, em 2030, quando a Espanha irá defender a taça como uma das anfitriãs. O próximo Mundial também terá uma sede compartilhada. Além da Espanha, a competição será realizada em Portugal e no Marrocos, além de algumas chaves sendo sediadas na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.

Aliás, a Espanha terá base fortíssima para defender o título e busca o tricampeonato. Boa parte desse time estará atuando em altíssimo nível nos próximos quatro anos. O zagueiro Cubarsí foi eleito o melhor jogador jovem da competição e tem muita lenha para queimar. E Rodri, o capitão que levantou a taça, tem apenas 30 anos. Eleito o melhor jogador do torneio, tem plenas condições de ser o maestro desse time em mais uma Copa do Mundo.

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