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Copa do Mundo: Com grandes seleções, Grupo I ganha rótulo de "Grupo da Morte"

Grupo I isola-se como a chave mais temida do torneio, unindo o favoritismo da França, o forte Senegal, a grande Noruega e o sonho iraquiano

Gazeta do Paraná · · 10 min de leitura
Seleções Grupo I
Seleções Grupo I — Crédito: Redes Sociais

O mundo do futebol já respira os preparativos finais para a maior Copa do Mundo (em número de seleções) de todos os tempos. Pela primeira vez na história, 48 seleções disputarão o troféu mais cobiçado do esporte, espalhadas por três nações que serão anfitriãs: Estados Unidos, Canadá e México. E conforme o sorteio avançou, o veredito de torcedores e analistas foi unânime: o Grupo I herdou a temida coroa de "Grupo da Morte". A chave desenha um cenário de grandes duelos, colocando frente a frente potências de continentes diferentes e alguns dos principais atletas do planeta futebolístico na atualidade.

Composto por França, Senegal, Noruega e Iraque, o grupo promete confrontos de altíssima intensidade física e refino técnico. De um lado, o favoritismo natural e a constelação francesa; de outro, a verticalidade e a ótima geração de Senegal, a imposição ofensiva de um grande elenco norueguês e o retorno da seleção do Iraque depois de 40 anos da última participação.

Abaixo, analisamos o panorama geral do grupo e colocamos o que cada uma das quatro seleções promete para a competição.

Panorama Geral

Para o torcedor que exige grandes espetáculos logo na primeira fase, o Grupo I é um deleite. O sorteio colocou no mesmo gramado dois dos maiores atacantes do futebol mundial da atualidade: Kylian Mbappé e Erling Haaland. O duelo individual entre as superestrelas adiciona uma atmosfera de gala a uma chave onde ninguém poderá se dar ao luxo de poupar forças.

A França desponta como a cabeça de chave a ser batida, ostentando um elenco de profundidade invejável. No entanto, os franceses terão que lidar com o grande elenco da seleção de Senegal, atual potência africana que sabe como travar o ritmo europeu, e com o time vertical da Noruega, que se destacou nas eliminatórias e que chega com pompa de possível surpresa. Correndo por fora está o Iraque, que surge como o fator de desequilíbrio: uma equipe de muita entrega coletiva que quer roubar pontos cruciais dos favoritos.

Olhando para a tabela, o Grupo I faz jus ao apelido de grupo da morte. Com três equipes com plenas condições de brigar pela liderança e um azarão valente, qualquer tropeço na estreia deixará um dos gigantes na corda bamba. Não há espaço para erros.

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França: a constelação em busca do topo do mundo

O Caminho até a Copa

Como uma das principais potências do futebol europeu, a França carimbou seu passaporte de forma tranquila nas Eliminatórias da UEFA. Liderando seu grupo com autoridade, os "Bleus" demonstraram o poder de fogo de seu ataque e a profundidade de seu elenco, sofrendo pouquíssimos sustos ao longo da campanha. A consistência defensiva aliada a goleadas protocolares garantiu a vaga antecipada e selou o favoritismo francês para o mundial.

O que esperar?

Uma seleção que joga com o peso de sua história recente e com um dos elencos mais valiosos do mundo. A França deve propor o jogo com posse de bola refinada, utilizando a velocidade pelos lados do campo e transições ofensivas devastadoras. A grande missão será gerenciar a pressão do grupo da morte e manter a intensidade física para evitar surpresas contra times mais fechados.

O Craque

Kylian Mbappé (Atacante): É até difícil definir quem é o destaque dessa seleção francesa. Mas fato é que, o camisa 10 e capitão é o grande trunfo francês. Mbappé carrega a capacidade de decidir uma partida em um lance de genialidade. Com sua velocidade icônica e finalização precisa, o mundo espera que ele lidere a França rumo a mais uma grande campanha histórica.

Convocação

Uma geração estrelada. Essa é a definição dos convocados da seleção francesa que vai para a Copa do Mundo. Mbappé, Dembelé, Doué e Olise são apenas alguns dos nomes da equipe, no papel, mais forte da copa. Confira os convocados

  • Goleiros: Mike Maignan (Milan), Robin Risser (Lens), Brice Samba (Rennes);
  • Defensores: Lucas Digne (Aston Villa), Malo Gusto (Chelsea), Lucas Hernandez (PSG), Theo Hernandez (Al-Hilal), Ibrahima Konaté (Liverpool), Jules Koundé (Barcelona), Maxence Lacroix (Crystal Palace), William Saliba (Arsenal), Dayot Upamecano (Bayern de Munique);
  • Meio-campistas: N'Golo Kanté (Fenerbahçe), Manu Koné (Roma), Adrien Rabiot (Milan), Aurélien Tchouaméni (Real Madrid), Warren Zaïre-Emery (PSG);
  • Atacantes: Maghnes Akliouche (Monaco), Bradley Barcola (PSG), Rayan Cherki (Manchester City), Ousmane Dembélé (PSG), Désiré Doué (PSG), Jean-Philippe Mateta (Crystal Palace), Kylian Mbappé (Real Madrid), Michael Olise (Bayern de Munique), Marcus Thuram (Inter de Milão).

Senegal: A força e a casca dos "Leões da Teranga"

O Caminho até a Copa

A presença de Senegal nesta Copa do Mundo é a coroação de um longo processo de soberania no futebol africano. Nas Eliminatórias da CAF, onde apenas os campeões de cada grupo carimbavam o passaporte direto, os "Leões da Teranga" não enfrentaram dificuldades para se classificar. Sem perder, o time senegalês sofreu apenas três gols durante a competição e garantiu vaga com tranquilidade. Vale lembrar também do título da Copa Africana de Nações, vencendo o anfitrião Marrocos em uma final de tirar o fôlego.

O que Esperar?

O futebol senegalês é conhecido pela combinação perfeita entre imposição física extrema e o refino técnico de seus atletas, muitos deles consolidados no primeiro escalão europeu. Taticamente, a equipe demonstra uma grande disciplina, com transições em bloco muito rápidas e uma força grande na bola parada. Eles entram no grupo sem medo dos gigantes europeus, prontos para brigar de igual para igual pela liderança.

O Craque

Sadio Mané (Atacante): O lendário camisa 10 continua sendo a grande referência técnica, o capitão e a alma de Senegal. Mesmo sendo o veterano do ataque, sua inteligência tática, drible curto e liderança em campo são os combustíveis que movem a equipe.

Convocação

O técnico senegalês manteve a base vitoriosa e experiente que vem dominando o continente africano nos últimos anos, uma das melhores gerações senegalesas da história. Confira os destaques a lista:

  • Goleiros: Édouard Mendy (Al-Ahli), Mory Diaw (Le Havre) e Yehvann Diouf (Nice);
  • Defensores: Krépin Diatta (Monaco), Antoine Mendy (Nice), Kalidou Koulibaly (Al-Hilal), El Hadji Malich Diouf (West Ham), Mamadou Sarr (Chelsea), Moussa Niakhaté (Lyon), Moustapha Mbow (Paris FC), Abdoulaye Seck (Maccabi Haifa), Ismail Jakobs (Monaco) e Ilay Camara (Anderlecht);
  • Meio-campistas: Idrissa Gana Gueye (Everton), Pape Gueye (Villarreal), Lamine Camara (Monaco), Habib Diarra (Sunderland), Pathé Ciss (Rayo Vallecano), Pape Matar Sarr (Tottenham) e Bara Sapoko Ndiaye (Bayern de Munique);
  • Atacantes: Sadio Mané (Al-Nassr), Ismaila Sarr (Crystal Palace), Iliman Ndiaye (Everton), Assane Diao (Como), Ibrahim Mbaye (Paris Saint-Germain), Nicolas Jackson (Bayern de Munique), Bamba Dieng (Lorient) e Chérif Ndiaye (Samsunspor).

Noruega: O fator Haaland e a ambição Nórdica

O Caminho até a Copa

A caminhada da Noruega nas Eliminatórias Europeias (UEFA) foi marcada pela eficiência ofensiva e pelo amadurecimento de uma geração que pedia passagem no cenário mundial. Superando um grupo equilibrado e deixando de fora a tetracampeã Itália, a seleção nórdica conquistou sua classificação carimbando excelentes atuações coletivas. O retorno da Noruega à Copa do Mundo coroa um projeto focado em abastecer um ataque que tem fome de gols.

O que Esperar?

A Noruega pratica o legítimo futebol europeu moderno: um time muito forte fisicamente, compacto na marcação e extremamente objetivo. A característica principal da equipe é a verticalidade. Espera-se uma Noruega madura e muito perigosa nas transições em bloco.

O Craque

Erling Haaland (Atacante): O homem-gol e o terror das defesas adversárias. Haaland é o centroavante perfeito: alia uma força física avassaladora a uma velocidade impressionante e um faro de gol raríssimo. Ele é a peça que transforma o esquema tático focado da Noruega em uma ameaça real e constante de gols para qualquer rival do grupo.

Convocação

A lista norueguesa aposta na força de seus astros que atuam na elite da Premier League e da La Liga. Confira os convocados:

  • Goleiros: Egil Selvik (Watford), Orjan Nyland (Sevilla) e Sander Tangvik (Hamburgo);
  • Defensores: Kristoffer Ajer (Brentfor), Fredrik Bjorkan (Bodo/Glimt), Henrik Falchener (Viking), Sondre Langas (Derby County), Torbjorn Heggem (Bologna), Holmgren Pedersen (Torino), Julian Ryerson (Borussia Dortmund) e Leo Ostigard (Genoa);
  • Meio-campistas: David Moller (Wolverhampton), Martin Odegaard (Arsenal), Patrick Berg (Bodo/Glimt), Kristian Thorstvedt (Sassuolo), Thelo Aasgaard (Rangers), Fredrik Aursnes (Benfica), Sander Berge (Fulham) e Morten Thorsby (Cremonese);
  • Atacantes: Strand Larsen (Crystal Palace), Oscar Bobb (Manchester City), Erling Haaland (Manchester City), Andreas Schjelderup (Benfica), Jens Petter Hauge (Bodo/Glimt), Antonio Nusa (Leipzig) e Alexander Sorloth (Atlético de Madrid).

Iraque: A resiliência no retorno da seleção iraquiana

O Caminho até a Copa

Tudo que envolveu a chegada do Iraque a Copa do Mundo foi sofrido. Desde a classificação para a repescagem mundial, com um gol de pênalti aos 102 minutos de jogo. Depois, veio a vitória sobre o Bolívia na repescagem para garantir a vaga na Copa. Uma campanha sofrida mas que mostra a resiliência de uma geração que leva o Iraque novamente a copa depois de 40 anos.

O que Esperar?

Se existe uma palavra para definir o futebol do Iraque, essa palavra é resiliência. É uma equipe compacta, com uma marcação muito agressiva. O que se pode esperar do time é um futebol focado na forte disciplina tática, buscando fechar as linhas defensivas para frustrar os ataques rivais e sair em contra-ataques. Eles entram no grupo sem o peso do favoritismo, o que os torna o perfeito elemento surpresa.

O Craque

Aymen Hussein (Atacante): O centroavante é a grande referência de gols e a esperança da torcida iraquiana. Hussein se destaca pelo ótimo posicionamento na área, força física para brigar com os zagueiros e uma excelente presença no jogo aéreo. É dele que a seleção depende para transformar as poucas chances em gols decisivos.

Convocação

A comissão técnica iraquiana montou um elenco que mescla atletas experientes do futebol do Oriente Médio com jovens que atuam em centros europeus. Confira a lista:

  • Goleiros: Jalal Hassan, Ahmed Basil e Fahad Talib
  • Defensores: Mirkhas Doski, Ahmed Yahya, Manaf Younis, Akam Hashim, Zaid Tahsin, Rebin Sulaka, Frans Putros, Hussein Ali e Mustafa Saadoun
  • Meio-campistas: Aimar Sher, Zaid Ismail, Amir Al-Ammari, Kevin Yaqoub, Zidane Iqbal, Ahmed Qasim, Ibrahim Bayesh, Ali Jassim, Yousef Amin e Marco Faraj
  • Atacantes: Ali Al-Hamadi, Aymen Hussein, Mohanad Ali e Ali Youssef.

Palpite da Redação: Classificam-se a favorita França e a Noruega. No entanto, devido ao equilíbrio absurdo do grupo da morte, Senegal surge com chances gigantescas de avançar como um dos melhores terceiros colocados da competição.

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