🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Result
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

CBF anuncia profissionalização da arbitragem brasileira a partir de 2026

Medida inédita cria grupo de elite com árbitros contratados, salários fixos, bônus por desempenho e investimento milionário em tecnologia, saúde e qualificação profissional

Gazeta do Paraná · · 2 min de leitura
Arbitros
Arbitros — Crédito: CBF

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, anunciou a profissionalização da arbitragem brasileira, medida que começa a ser implementada a partir de 2026 e que marca uma mudança estrutural no futebol nacional. Pela primeira vez, árbitros de campo, assistentes e profissionais do VAR da Série A passarão a ter contrato direto com a entidade, com remuneração fixa, pagamento por jogo e suporte permanente voltado à saúde e ao desempenho.

A iniciativa cria um grupo de elite formado por 72 profissionais — 20 árbitros centrais, 40 auxiliares e 12 árbitros exclusivos de VAR — que receberão salários mensais que podem chegar a R$ 30 mil, além de bonificações por desempenho. O investimento total previsto pela CBF é de R$ 195 milhões até 2027, sendo R$ 24 milhões destinados apenas aos árbitros centrais do grupo principal.

Além do vínculo contratual, os árbitros contarão com uma rede de apoio composta por preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, além de avaliações técnicas e físicas periódicas. Segundo Samir Xaud, o objetivo é permitir dedicação plena à função e elevar o nível das atuações. “A partir de agora, eles serão profissionais”, afirmou o dirigente.

O modelo foi desenvolvido a partir de experiências adotadas em ligas europeias e se apoia em quatro pilares: treinamento técnico, saúde e performance, tecnologia e governança. Clubes e árbitros foram ouvidos durante o processo. Entre as principais queixas estavam a falta de critério nas decisões, o uso do VAR e a ausência de um padrão profissional único.

A CBF também prevê forte investimento em tecnologia, com cerca de R$ 50 milhões destinados ao VAR nos próximos dois anos e outros R$ 25 milhões para a implantação do impedimento semiautomático. A entidade estuda ainda a adoção da “Refcam”, câmera acoplada ao árbitro, já utilizada em competições internacionais.

Os contratos entram em vigor a partir de março, e os nomes do grupo de elite foram anunciados nesta semana. O sistema prevê promoções e rebaixamentos anuais, além de afastamentos temporários em caso de erro, com acompanhamento psicológico e retorno gradual às competições. A expectativa da CBF é que a profissionalização reduza falhas, aumente a transparência e fortaleça a credibilidade da arbitragem no futebol brasileiro.

 

*Com informações de O Globo.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.