🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Os destaques da Copa do Mundo de 1994, o Mundial do tetra do Brasil

A reportagem de hoje relembra situações da primeira Copa nos Estados Unidos

Luciano Neves · · 7 min de leitura
O Brasil sofreu para vencer os EUA
O Brasil sofreu para vencer os EUA — Crédito: Mike Powell

A série de reportagens especiais da Gazeta do Paraná continua na América do Norte, continente que receberá o Mundial de 2026. E está chegando! O jogo de abertura será no próximo dia 11 de junho. Ou seja, daqui a pouco mais de um mês a bola irá rolar nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Já relembramos as edições de 1970 e 1986, ambas realizadas no México. E nesta edição vamos relembrar alguns detalhes curiosos da Copa do Mundo de 1994. Ou seja, o Mundial do tetracampeonato do Brasil.

LEIA TAMBÉM:

Os desafios do técnico Banana no comando do Cascavel Futsal

 O título teve brilho da dupla de ataque formada por Bebeto e Romário. Na defesa, destaque para Taffarel, que teve uma contribuição importante na final. A Seleção que teve Dunga, que voltou a levantar a taça para o Brasil e acabou com o jejum de 24 anos na Copa. Antes disso, o Brasil havia sido campeão em 1970, no México, com o capitão Carlos Alberto Torres levantando o troféu do tri. No banco, o Brasil contou com o trabalho de Carlos Alberto Parreira, que teve como seu escudeiro, nada mais nada menos, que Mário Jorge Lobo Zagallo, que foi o coordenador técnico do tetra. Aliás, Zagallo continua como o único tetracampeão mundial, também assunto para uma reportagem especial da Gazeta. Mas antes de citarmos a campanha brasileira, vamos recordar uma série de curiosidades sobre o Mundial de 1994.

Presenças e ausências

O Mundial de 1994 foi de transformação. Afinal de contas, foi o último com 24 seleções. Na edição seguinte, em 1998, a Fifa promoveu o aumento no número de participantes para 32, da mesma forma que acontecerá na Copa de 2026, que também teve o aumento de 32 para 48 seleções. Neste ano, a Itália não irá para os Estados Unidos, para o México e para o Canadá. Aliás, será a única entre as oito campeãs mundiais ausente na Copa. Mas Itália estava nos Estados Unidos 32 anos atrás fazendo uma final contra a Seleção Brasileira. Para nossa sorte, Roberto Baggio, o grande nome daquela Azzurra, desperdiçou o pênalti mais importante de sua carreira, o que resultou no tetracampeonato.

Mas a Copa de 1994 também teve ausências importantes. Duas campeãs mundiais ficaram de fora: Inglaterra e Uruguai. A Inglaterra fez uma campanha pífia nas Eliminatórias Europeias. Ficou atrás de Holanda e Noruega na chave. A Holanda até foi adversária do Brasil nas quartas de final. E a Noruega fez parte do equilibrado Grupo E, que também tinha a Itália. Nesta chave, todos os times tiveram as mesmas campanhas e terminaram com quatro pontos e saldo zero. O México foi o líder do grupo, com a Irlanda em segundo e a Itália avançando para as oitavas como uma das melhores terceiras colocadas. A derrota da Noruega justamente para a Itália foi o resultado que eliminou os noruegueses. Agora, para 2026, eles deram o troco e ajudaram a eliminar a Itália, já que terminaram na frente no grupo e empurraram a Azzurra para a terceira repescagem seguida.

A outra ausência de impacto foi o bicampeão Uruguai. Nas Eliminatórias Sul-Americanas, a Celeste ficou atrás de Brasil e Bolívia, ambas classificadas para Copa. A eliminação do Uruguai ocorreu na última rodada, quando perdeu para o Brasil por 2 a 0, com dois gols de Romário. 

Decepções

Antes da Copa do Mundo de 1994, Alemanha e Argentina dominavam o cenário do futebol mundial. As duas seleções haviam feito as duas decisões anteriores, uma em 1986, no México, com o bicampeonato da Argentina, e outra em 1990, na Itália, com o tricampeonato da Alemanha. Aliás, os germânicos haviam feito três finais seguidas, já que perderam o título para a Itália em 1982.

Mas as duas forças decepcionaram nos Estados Unidos. A Argentina já vinha em declínio antes da Copa e só conseguiu a vaga depois de passar pela Austrália na repescagem. A estreia até foi boa: goelada de 4 a 0 sobre a Grécia. No segundo jogo, a Argentina até venceu a Nigéria por 2 a 1. Mas após o jogo, o astro Diego Maradona foi flagrado no antidoping pelo uso de cinco substâncias proibidas. O camisa 10 foi excluído do restante da Copa. Na terceira rodada, a Argentina tomou um 2 a 0 da Bulgária e caiu para o terceiro lugar no Grupo D. A pá de cal ocorreu nas oitavas: derrota por 3 a 2 para a Romênia e volta para casa.

A Alemanha até fez uma boa primeira fase e teve a segunda melhor campanha, ficando atrás apenas do Brasil. Foi a líder do tranquilo Grupo C, que tinha ainda a Espanha e as modestas Coreia do Sul e Bolívia. Nas oitavas, os germânicos passaram sufoco contra a Bélgica: vitória por 3 a 2. Mas a Alemanha foi eliminada pela surpreendente Bulgária por 2 a 1 nas quartas de final. Para uma equipe que havia feito três finais seguidas, perder nas quartas foi anormal. Ainda mais para um time com pouca em Copas.

A Colômbia pode ser incluída nessa lista das decepções. Isso porque teve uma ótima campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas e ficou na frente da Argentina. Os colombianos se colocaram na condição de favoritos ao título. E até entrou num grupo tranquilo, com a seleção anfitriã dos Estados Unidos, Suíça e Romênia. Na estreia, a Colômbia decepcionou e tomou um 3 a 1 da Romênia. Essa mesma Romênia foi goleada pela Suíça por 4 a 1 na segunda rodada. A Colômbia se complicou com a derrota para os Estados Unidos na segunda rodada. O zagueiro Escobar contribuiu com o resultado e marcou um gol contra. Na terceira rodada, a Colômbia só cumpriu tabela e venceu a Romênia por 2 a 0. Foi o jogo de despedida do torneio e, na volta para casa, Escobar foi assassinado no dia 02 de julho de 1994, num bar, supostamente por torcedores descontentes.

Azul da sorte

A Suécia é a seleção que mais cruzou o caminho do Brasil em Copas. As duas equipes compartilham as mesmas cores em seus uniformes. Tanto é que a Seleção Brasileira conquistou seu primeiro título mundial em 1958 atuando de azul, pois enfrentou justamente a Suécia na decisão, anfitriã naquela Copa.

Na primeira fase, as duas seleções se enfrentaram na terceira rodada e empataram em 1 a 1. A Suécia atuou com sua tradicional camisa amarela e calções azuis. Com isso, o Brasil teve que atuar com o seu uniforme de número 2, camisas azuis e calções brancos. O jogo terminou empatado em 1 a 1.

A Seleção voltou a jogar com a camisa azul nas quartas de final contra a Holanda e venceu por 3 a 2, cruzando novamente com a Suécia. Na semifinal, por determinação da Fifa, que alegou conflito de cores, ambas as equipes jogaram com seus uniformes de número 2. A Suécia toda de branco e o Brasil todo de azul, camisas, calções e meias, diferente dos dois jogos anteriores em que atuou com o segundo uniforme. Mas deu sorte: a Seleção venceu por 1 a 0, gol de cabeça de Romário, e avançou para a grande final. O tetra veio com a tradicional camisa amarelinha. Mas o azul trouxe sorte novamente, já que esta foi a cor predominante da Itália, vice-campeã.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.