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Fifa vai discutir ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções após o Mundial de 2026

Presidente da Fifa confirma que entidade avaliará aumento do número de participantes para 64 seleções a partir de 2030

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
gianni infantino
gianni infantino — Crédito: Reprodução/Instagram

A Fifa confirmou que vai analisar a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções após a edição de 2026. A informação foi divulgada pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, que afirmou que o tema será debatido pelos órgãos dirigentes da organização depois do torneio que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

Atualmente, a competição reúne 48 seleções, formato adotado pela primeira vez na Copa de 2026, que já representa um aumento em relação aos 32 participantes utilizados entre 1998 e 2022. Caso a nova proposta seja aprovada, o Mundial ganharia mais 16 equipes a partir da edição de 2030, marcada para celebrar o centenário da competição.

Segundo Infantino, a expansão atende ao objetivo de tornar a Copa do Mundo mais inclusiva, permitindo que mais países tenham a oportunidade de disputar o principal torneio do futebol mundial.

"O Mundial é organizado para o mundo inteiro, não apenas para Europa e América do Sul. Todas as nações sonham em participar da Copa do Mundo, e ampliar as vagas também estimula o desenvolvimento do futebol em países menores", afirmou o dirigente.

Em nota, um porta-voz da Fifa explicou que a proposta surgiu durante uma reunião do Conselho da entidade, em março de 2025, apresentada pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso. Embora não tenha sido discutida naquele momento, a Fifa afirmou que tem o dever de analisar qualquer sugestão apresentada por integrantes do Conselho.

A proposta é defendida pela Conmebol desde 2025. O presidente da entidade sul-americana, Alejandro Domínguez, considera a ampliação uma forma de tornar ainda mais representativa a Copa do centenário. Com 64 seleções, a América do Sul passaria a receber 18 partidas em 2030, em vez das três previstas no atual modelo de organização compartilhada entre Argentina, Paraguai, Uruguai, Espanha, Portugal e Marrocos.

O novo formato prevê 16 grupos com quatro seleções cada, classificando os dois melhores de cada chave para o mata-mata. Dessa forma, a fase de grupos passaria de 72 para 96 jogos e eliminaria a necessidade de avançar os melhores terceiros colocados, modelo adotado na edição de 2026.

Apesar do apoio da Conmebol, a proposta enfrenta resistência. A Uefa é a principal oposição à ideia, alegando que uma nova expansão aumentaria os desafios logísticos e o calendário da competição. Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) também já demonstraram posição contrária. A expectativa é que o assunto seja oficialmente debatido pela Fifa após o encerramento da Copa do Mundo de 2026.

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