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Carlo Ancelotti mantém disputa aberta na Seleção Brasileira

Treinador italiano faz o último teste antes da estreia na Copa. Brasil encara o Egito neste sábado

Luciano Neves · · 4 min de leitura
Carlo Ancelotti fará mudanças contra o Egito
Carlo Ancelotti fará mudanças contra o Egito — Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

Carlo Ancelotti aproveitou sua última entrevista coletiva antes do amistoso contra o Egito para indicar mudanças na equipe e reforçar a filosofia que pretende adotar na Copa do Mundo.

O duelo deste sábado (06), às 19 horas, em Cleveland, será o último compromisso da Seleção Brasileira antes da estreia no Mundial. O treinador deixou claro que ainda utiliza o amistoso como oportunidade para observar alternativas antes do primeiro jogo da Copa.

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“É o último jogo para fazer testes, porque depois é mais difícil. Paquetá é importante para nós, pois tem características diferentes de outros meias. Quero testá-lo, assim como Igor Thiago para o jogo de amanhã. O sistema de quatro atacantes está consolidado”, afirmou.

Entre as novidades para a partida, Ancelotti confirmou a ausência de Gabriel Magalhães. O zagueiro será preservado após o desgaste acumulado na final da Champions League. “Gabriel Magalhães voltou um pouco cansado depois da final da Champions. Amanhã não vai jogar para se recuperar para a estreia da Copa”, apontou o treinador.

O italiano também revelou que pretende utilizar praticamente todo o elenco diante dos egípcios. “Temos 11 mudanças e vou aproveitá-los na segunda parte. Alguns jogadores que estão retornando de lesão, como Bruno Guimarães e Raphinha, devem entrar e ganhar mais minutos”, relatou. “Weverton vai entrar no segundo tempo e Douglas Santos começa como titular”, complementou.

Titulares para a Copa?

Apesar da proximidade da estreia no Mundial, o comandante garantiu que ainda não definiu uma equipe titular fixa e pretende aproveitar a força do grupo ao longo da competição. “Estou convencido de que tenho uma lista muito forte e quero aproveitá-la. Não quero focar minha cabeça em uma escalação titular desde o primeiro jogo, quero usar essa lista, que tem muito recurso”, disse.

A ideia está diretamente ligada à visão que Ancelotti tem do futebol moderno. Para ele, os reservas podem ser tão importantes quanto os atletas que iniciam as partidas.

“Eu gosto de ver no treino como está o jogador, seu mental. São muitas coisas para fazer a escalação do primeiro jogo. Todos os jogadores estão focados na qualidade dos minutos, não na quantidade. Vocês viram, jogadores frescos podem mudar o jogo. Os jogadores devem entender isso. O reserva pode não gostar, mas o futebol moderno é isso. Tenho a oportunidade de fazer cinco mudanças por jogo e quero fazer. Temos sorte de ter um time com qualidade para fazer isso”, adicionou.

Qual esquema?

Ancelotti também explicou as funções ofensivas da equipe e descartou mudanças estruturais por conta do adversário. “O adversário não muda a nossa formação e características. Quero ver outra opção de equipe, e é a última oportunidade de fazer. O sistema é 4-4-2 e não vai mudar, mas só quando não temos a bola. Quando atacamos, não vamos com quatro atacantes. Luiz Henrique muda a posição de Paquetá com a bola, já que ele não pode jogar de ponta. Depois de 40 anos, aprendi isso”, brincou.

Mentalidade forte

Outro tema abordado foi o aspecto psicológico da Copa do Mundo. Ancelotti relembrou o gol sofrido contra a Croácia no amistoso de março para explicar a importância de reagir rapidamente aos erros. A Seleção venceu o jogo por 3 a 1. “O aspecto mental em uma Copa do Mundo é muito importante. Se você pensa em não errar, a primeira coisa que você faz é errar. Você tem que preparar sua mente para sair o mais rápido possível do erro. Teve o episódio do gol da Croácia, mas a reação da equipe foi muito boa. Todos souberam o que fazer depois e sofremos o pênalti. Foi uma reação muito bonita, de não pensar no erro, mas pensar no que fazer imediatamente depois”, pregou.

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