🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Setor leiteiro aposta em plano para ampliar exportações e reduzir dependência do mercado interno

Aliança Láctea Sul Brasileira propõe estratégia para fortalecer competitividade do leite nacional e superar gargalos estruturais da cadeia produtiva

Eliane Alexandrino · · 4 min de leitura
Setor leiteiro  aposta em plano de incentivo
Setor leiteiro aposta em plano de incentivo — Crédito: Assessoria

Entidades que integram a Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB) pretendem colocar em prática, nos próximos anos, um Plano de Incentivos à Exportação de Lácteos com o objetivo de ampliar a competitividade do setor e aumentar a presença do leite brasileiro no mercado internacional. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (3), em Curitiba.

O plano busca estruturar a capacidade exportadora da região Sul, ampliar a inserção internacional e reduzir a vulnerabilidade da cadeia produtiva às oscilações do mercado interno. A ALSB atua como um fórum público-privado voltado à harmonização do ambiente produtivo, industrial e comercial dos estados do Sul, com a meta de consolidar a região como fornecedora de leite e derivados com padrões de qualidade competitivos no mercado global.

Atualmente, as exportações de lácteos representam apenas 0,34% da produção nacional, enquanto cerca de 8% do leite consumido no Brasil é importado de países do Mercosul, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cenário evidencia a forte dependência do mercado interno e reforça a necessidade de diversificar destinos para dar maior estabilidade à produção.

O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirma que a estratégia busca impulsionar a presença do leite brasileiro no exterior. “No âmbito do Sistema FAEP, em colaboração com as entidades do setor, pretendemos impulsionar as exportações do setor lácteo. Trabalharemos de forma coordenada e estratégica para ampliar esse fluxo”, afirmou.

A proposta prevê ações para estruturar e consolidar a capacidade exportadora da cadeia láctea da região Sul até 2030. Entre as medidas estão a formação de polos produtivos, investimentos industriais, melhoria da competitividade e estratégias de acesso a novos mercados, com o objetivo de ampliar o volume exportado e reduzir a volatilidade dos preços do leite.

Lucro bilionário e apagões no campo: entidades cobram explicações da Copel por prejuízos no Paraná

Para o consultor da ALSB, Airton Spies, tornar a região Sul exportadora pode beneficiar todo o país. Atualmente, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por cerca de 43% da produção brasileira de leite.

“Se o Sul se tornar exportador, tira pressão do mercado interno. Quando há exportação, abre-se espaço. O próprio país deveria se interessar pela estratégia exportadora da Aliança Láctea, porque ela é importante para o Brasil”, afirmou Spies.

Segundo ele, foram identificados dez principais gargalos que limitam a competitividade do setor. Entre eles estão a escala limitada das propriedades, a baixa eficiência agronômica e zootécnica, desafios relacionados à qualidade do leite e ao rendimento industrial em sólidos, além da volatilidade de preços e da baixa coordenação entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

Também foram apontados entraves estruturais, como problemas sanitários  incluindo brucelose e tuberculose —, capacidade industrial ociosa e deficiência de infraestrutura, especialmente em energia, conectividade e estradas rurais, fatores que impactam diretamente os custos logísticos.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, afirmou que o Estado está preparado para apoiar o avanço do setor. “Estamos prontos para criar as condições necessárias e apoiar os empreendimentos que permitam esse avanço. O governo está investindo fortemente em infraestrutura rural, especialmente na recuperação de estradas, porque sabemos que uma logística eficiente é fundamental para reduzir custos e aumentar a competitividade do produtor”, destacou.

Janela partidária começa nesta quinta-feira (5) e abre período de troca de partidos para deputados

Entre os mecanismos previstos no plano estão a formalização da cadeia produtiva em modelo de integração vertical, a criação de linhas de crédito com juros e prazos diferenciados, incentivos fiscais para implantação de projetos e medidas de proteção financeira para reduzir impactos em momentos de desalinhamento entre preços internos e internacionais.

De acordo com especialistas do setor, alinhar os custos de produção aos padrões internacionais será essencial para que o leite brasileiro conquiste espaço no mercado externo e reduza sua dependência do consumo interno.

Foto: Divulgação

VEJA TAMBÉM NO YOUTUBE DA GAZETA DO PARANÁ

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER É ALARMANTE EM CASCAVEL, SÓ EM FEVEREIRO FORAM 2 FEMINICÍDIOS

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.