🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Produtor ganha autonomia para emitir certidão exigida em financiamentos rurais

Documento pode ser gerado pelo próprio produtor e tem validade de 30 dias

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
VACAS
VACAS — Crédito: Gilson Abreu/Arquivo AEN

Produtores rurais do Paraná com atividade pecuária regularizada passaram a ter um caminho mais simples para comprovar a situação sanitária e cadastral de suas propriedades. Desde 9 de janeiro, a certidão exigida por bancos e outras instituições para operações de crédito pode ser emitida diretamente pelo próprio produtor, sem a necessidade de solicitações intermediadas ou abertura de novos cadastros apenas para esse fim.

A mudança atende criadores que mantêm bovinos, ovinos, caprinos, equídeos e suínos, desde que a exploração pecuária esteja ativa e corretamente registrada nos sistemas oficiais. A certidão funciona como o principal documento para comprovação da regularidade da propriedade rural em operações de custeio e investimento, tanto no setor público quanto no privado.

Um dos avanços trazidos pela nova regra é a possibilidade de incluir o nome do cônjuge no mesmo documento, evitando a criação de cadastros paralelos apenas para atender exigências bancárias. Na prática, isso reduz burocracia e agiliza o acesso a linhas de crédito.

LEIA MAIS:
>Novas cultivares prometem elevar produtividade da mandioca no Paraná

O documento passa a ser emitido exclusivamente em formato digital, por meio do site da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, garantindo mais autonomia ao produtor e maior rapidez no processo. A certidão tem validade de 30 dias a partir da data de emissão.

Para conseguir gerar o documento, o produtor precisa cumprir alguns requisitos básicos. A propriedade deve estar em situação regular do ponto de vista sanitário, sem pendências relacionadas à comprovação do rebanho, ao cumprimento do calendário de vacinação ou a outros programas oficiais. Também é necessário o pagamento da taxa prevista na legislação vigente.

Além disso, o produtor é responsável por manter atualizadas e corretas todas as informações cadastrais e sanitárias do estabelecimento. Dados inconsistentes ou desatualizados podem impedir a emissão da certidão ou gerar problemas futuros.

LEIA MAIS:
>Suinocultura terá espaço para degustações e palestras ao Show Rural Coopavel

Atenção à fiscalização

A prestação de informações falsas ou imprecisas pode trazer consequências além da esfera financeira. Dados incorretos comprometem a rastreabilidade dos rebanhos e fragilizam as ações de controle sanitário, colocando em risco a sanidade animal em todo o Estado.

A fiscalização pode ocorrer a qualquer momento, com verificação da compatibilidade entre as informações declaradas e a realidade da propriedade. Em caso de irregularidades, o produtor pode sofrer sanções e ter o acesso a políticas de crédito e programas oficiais comprometido.

A medida reforça a tendência de digitalização e simplificação de processos no meio rural, ao mesmo tempo em que mantém a exigência de responsabilidade sanitária como condição básica para o funcionamento da atividade pecuária.

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.