🗳️ Eleições 2026: acompanhe a apuração em tempo real Acompanhar →
Gcast
Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Antonio Carlos Kakay Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Chef Ângelo Omar Cidinha Marcon Cidinha Marcon Cidinha Marcon Julia Maraschi Julia Maraschi Julia Maraschi Marcos Formighieri Marcos Formighieri Marcos Formighieri Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Oswaldo Eustáquio Roberto Veloso Roberto Veloso Roberto Veloso Sergio Ricardo Sergio Ricardo Sergio Ricardo

Plano Safra aumenta recursos, mas desagrada produtores e bancada do agro

Agricultura familiar terá R$ 85,2 bilhões na safra 2026/2027, enquanto entidades e a Frente Parlamentar da Agropecuária criticam manutenção dos limites de financiamento e cortes em linhas voltadas ao agronegócio

Eliane Alexandrino · · 3 min de leitura
FPA crítica plano safra
FPA crítica plano safra — Crédito: Divulgação

O governo federal lançou ontem (30) a segunda etapa do Plano Safra 2026/2027, destinada à agricultura familiar, com previsão de R$ 85,2 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O montante representa aumento de 9% em relação ao ciclo anterior, mas ficou abaixo dos R$ 104,9 bilhões pleiteados por representantes do setor.

Além do volume de recursos, outro ponto acompanhado pelos produtores foi a redução das taxas de juros. As alíquotas passaram a variar entre 0,5% e 7,5% ao ano, contra o intervalo de 0,5% a 8% da safra passada. Apesar da queda, lideranças do setor defendiam juros máximos de 4% ao ano para ampliar o acesso ao crédito de custeio e investimento.

Outro aspecto que gerou críticas foi a manutenção dos limites de enquadramento no Pronaf. A renda bruta agropecuária máxima permaneceu em R$ 500 mil anuais, sem reajuste desde a safra 2021/2022. O setor defendia a elevação para R$ 750 mil. O limite de financiamento também continua em R$ 250 mil, valor mantido desde 2016/2017, apesar do aumento dos custos de produção nos últimos anos.

Na avaliação de representantes da agricultura familiar, a defasagem desses limites reduz a capacidade de financiamento dos produtores e dificulta o acesso ao crédito, especialmente para custeio das atividades.

Por outro lado, uma das reivindicações atendidas foi a ampliação das linhas destinadas à habitação rural. Pelo Pronaf Mais Alimentos, famílias com renda bruta anual de até R$ 500 mil poderão financiar até R$ 150 mil para construção ou reforma de moradias, com juros de 7,5% ao ano. Já produtores com renda de até R$ 150 mil terão acesso a financiamentos de até R$ 100 mil, com taxa de 5% ao ano. Também foi criada uma modalidade específica para famílias enquadradas no Pronaf B, que poderão contratar até R$ 10 mil para reformas habitacionais, com juros de 0,5% ao ano.

Críticas da Frente Parlamentar da Agropecuária

Após o anúncio, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota afirmando que o Plano Safra 2026/2027 é insuficiente para atender às necessidades do setor. Segundo a entidade, os recursos destinados ao crédito rural tradicional sofreram redução, enquanto parte do aumento anunciado decorre da inclusão de fundos que, na avaliação da bancada, não integram o crédito rural convencional.

A FPA também criticou a redução dos recursos destinados ao custeio e à comercialização, a diminuição dos recursos equalizados, os cortes em programas voltados à renovação de máquinas agrícolas e à construção de armazéns, além da redução do orçamento destinado ao Seguro Rural.

Em nota, a bancada reconheceu o esforço do governo para reduzir as taxas de juros, mas avaliou que a medida não é suficiente diante do elevado endividamento dos produtores e das dificuldades de acesso ao crédito.

A entidade também criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de participar apenas do lançamento do Plano Safra voltado à agricultura familiar, afirmando que a postura transmite um sinal de divisão entre os diferentes segmentos do agronegócio brasileiro.

A Frente Parlamentar informou ainda que continuará defendendo, no Congresso Nacional, a aprovação de projetos voltados à renegociação das dívidas rurais e à reformulação da política nacional de Seguro Rural.

Foto: Divulgação

Compartilhar: f X W T

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.