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P. Diddy é condenado por transporte para prostituição, mas absolvido das acusações mais graves

Júri em Nova York inocenta magnata do hip-hop das acusações de tráfico sexual e conspiração de extorsão; condenação parcial pode livrá-lo da prisão perpétua

Redação · · 2 min de leitura
Axelle/Bauer-Griffin
Axelle/Bauer-Griffin

O rapper e empresário P. Diddy, de 55 anos, foi condenado por um júri federal em Manhattan por duas acusações de transporte de pessoas para fins de prostituição — crime previsto na legislação federal dos Estados Unidos. No entanto, ele foi absolvido das acusações mais graves que pesavam contra ele: tráfico sexual e conspiração de extorsão.

A decisão veio após oito semanas de julgamento. Segundo especialistas jurídicos, a absolvição representa uma vitória parcial para Diddy, que enfrentava a possibilidade de prisão perpétua caso fosse condenado pelas acusações mais severas.

O caso envolveu denúncias de duas ex-namoradas: a cantora Cassie (Casandra Ventura) e uma mulher que depôs sob o pseudônimo de “Jane”. Ambas afirmaram ter sido coagidas a manter relações sexuais não consentidas, em circunstâncias organizadas por Diddy com a ajuda de sua equipe.

Durante o julgamento, a promotoria retratou o artista como o chefe de uma “empresa criminosa”, que usava poder, medo e violência para manipular suas parceiras em sessões de sexo com homens contratados, enquanto ele observava, se masturbava e filmava.

Já a defesa reconheceu que Diddy se envolveu em episódios de violência doméstica e uso de drogas, mas classificou as acusações de tráfico sexual como “muitíssimo exageradas”. O advogado Marc Agnifilo afirmou: “P. Diddy recebeu sua vida deste júri”.

A condenação por transporte para prostituição, com base na Lei Mann, pode render até 10 anos de prisão, mas a absolvição nas demais acusações deve pesar no momento da sentença.

Com leveza, o juiz responsável pela audiência final brincou que P. Diddy provavelmente não gostaria de voltar à prisão no Brooklyn, onde ficou detido. O rapper balançou a cabeça e juntou as mãos em gesto de oração.

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