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Live-action de Branca de Neve fracassa e se torna um dos maiores prejuízos da Disney

Antes mesmo do lançamento, o filme já havia sido alvo de críticas e polêmicas envolvendo elenco, representatividade e bastidores

Redação · · 2 min de leitura
Reprodução
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O live-action de Branca de Neve se tornou um verdadeiro pesadelo financeiro para a Disney. Com arrecadação abaixo do esperado e envolto em controvérsias desde o anúncio, o longa já é considerado um dos maiores fracassos da história recente dos estúdios.

Segundo o IMDb, o filme arrecadou apenas US$ 87,2 milhões (R$ 483 milhões) na América do Norte e US$ 118,4 milhões (R$ 657 milhões) no restante do mundo. No total, a bilheteria global foi de US$ 205,6 milhões (R$ 1,1 bilhão). O número, no entanto, é menor que o orçamento estimado da produção, que seria de US$ 270 milhões (R$ 1,5 bilhão).

Levando em conta também os gastos com marketing, estimados em US$ 80 milhões, o prejuízo final pode chegar a US$ 145 milhões (cerca de R$ 794 milhões), de acordo com o The New York Times.

Uma produção marcada por polêmicas

Muito antes da estreia, o projeto já era criticado nas redes sociais. A escolha de Rachel Zegler — atriz de ascendência colombiana — como a protagonista causou debate. Embora tenha sido exaltada por ser a primeira princesa latina da Disney, também foi alvo de ataques por não ter características semelhantes à personagem original de 1937.

Outra polêmica envolveu os Sete Anões. O ator Peter Dinklage, de Game of Thrones, criticou a Disney por manter uma abordagem antiquada em relação aos personagens. Em resposta, a empresa usou efeitos visuais para criar os anões digitalmente, contratando apenas um ator com nanismo para o elenco.

Além disso, a escalação da atriz israelense Gal Gadot para o papel da Rainha Má gerou reações negativas por conta de seu apoio a Israel no conflito contra a Palestina. Já Rachel Zegler demonstrou apoio público aos palestinos, o que criou um clima de tensão entre as duas atrizes e afetou a divulgação do filme.

Segundo a revista Variety, a Disney precisou promover o longa com estreias reduzidas e agendas separadas entre as protagonistas, evitando que as duas aparecessem juntas publicamente.

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