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Dono de bar é indiciado por homofobia após barrar cliente de saia

Mesmo após vestir casaco, homem foi impedido de entrar no local durante o Carnaval; caso será julgado por homotransfobia

Redação · · 1 min de leitura
Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou, nesta quarta-feira (9), o proprietário de um bar de karaokê localizado na Asa Norte, em Brasília, pelo crime de homotransfobia. O empresário é acusado de impedir, de forma discriminatória, a entrada de um homem gay em seu estabelecimento durante o Carnaval de 2024.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin), a vítima, de 26 anos, usava shorts, saia de tule e estava sem camisa quando foi barrada de forma hostil. Mesmo após vestir um casaco, o jovem continuou sendo impedido de entrar, enquanto outros frequentadores com roupas semelhantes foram autorizados a permanecer no local.

Em depoimento, o dono do bar teria justificado a decisão com comentários considerados discriminatórios: “Gente igual a tu vem vestido aqui desse jeito e fica levando a perna e mostrando as coisas”.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), que já ofereceu denúncia à Justiça. Se condenado, o acusado poderá cumprir pena de três a oito anos de reclusão, conforme prevê a legislação que equipara a homotransfobia ao crime de racismo.

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