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Arqueólogos descobrem cidade de 3.000 anos no Egito com muralha gigante, fábrica de cerveja e vestígios de um portão monumental

Arqueólogos anunciam a descoberta de uma cidade de 3.000 anos no Egito com muralha gigante, fábrica de cerveja e inscrições reais

Redação · · 3 min de leitura
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44 — Crédito: Divulgação

Arqueólogos envolvidos no restauro das Capelas do Sul, em Luxor, no Egito, fizeram mais do que apenas preservar a história: revelaram um dos achados mais impressionantes dos últimos tempos. O que era para ser uma operação de limpeza, documentação de relevos e consolidação de estruturas se transformou em uma grande descoberta arqueológica: uma cidade de aproximadamente 3.000 anos, com estruturas que vão de uma muralha colossal a vestígios industriais.

Os detalhes da descoberta ainda estão sendo estudados e documentados, mas os primeiros indícios mostram que a região pode ter sido um importante complexo militar, religioso e econômico do Egito Antigo.

A colossal muralha de 3.000 anos no Egito descoberta por arqueólogos

Entre os achados mais impressionantes está uma muralha construída com tijolos de barro durante o reinado do faraó Menkheperre, da 21ª Dinastia, datada do século XI a.C. Cada tijolo contém o selo do rei e de sua esposa, o que reforça o caráter oficial e simbólico da estrutura.

Os arqueólogos acreditam que a extensão e o tamanho da muralha indicam que a cidade possuía grande importância estratégica, seja como centro administrativo, seja como entreposto militar.

O portão monumental: sinal de um centro urbano avançado
As escavações revelaram também os vestígios de um enorme portão monumental feito de arenito, que seria o principal acesso à cidade. Estruturas desse tipo eram comuns em cidades de grande relevância no Egito Antigo, marcando a entrada de locais sagrados ou centros administrativos.

A grandiosidade do portão reforça a hipótese de que a cidade não era apenas um assentamento comum, mas sim um núcleo urbano planejado, com funções específicas dentro da administração faraônica e da organização social egípcia da época, segundo arqueólogos.

Fábrica de cerveja: indício de um complexo industrial
Outro elemento que chamou atenção dos pesquisadores foi a descoberta de uma grande fábrica de cerveja. A presença dessa estrutura confirma que a região tinha características industriais e abastecia a população local e, possivelmente, áreas vizinhas.

A cerveja era um produto fundamental no Egito Antigo, consumida tanto nas classes populares quanto em cerimônias religiosas e festivais, como o Heb Sed. A fábrica descoberta pode ter sido responsável por suprir demandas do exército, da corte e até de rituais do templo.

Inscrições, caixões infantis e ostraca: fragmentos da vida cotidiana

Os arqueólogos encontraram também inscrições que descrevem rituais realizados pelo faraó em honra ao deus Amon, cenas do Heb Sed — o festival do jubileu real de Tutmés III — e uma inscrição de fundação que descreve o templo como um “santuário durante milhões de anos”.

Além das estruturas monumentais, a equipe localizou pequenos caixões de madeira destinados a crianças, embora a maioria estivesse em mau estado de conservação e sem inscrições identificáveis.

Fragmentos de ostraca (pedaços de calcário e cerâmica usados como rascunhos ou para pequenos registros) e selos cônicos danificados com a inscrição “Supervisor da Casa de Khonsu” também foram catalogados, revelando aspectos do dia a dia e da organização burocrática da cidade.

Fonte: CPG

 

 

 

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