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Rússia Lança 400 drones e 18 mísseis contra Ucrânia em novo ataque a Kiev

Zelenski voltou a apelar aos aliados ocidentais por sanções mais rápidas contra Moscou.

Redação · · 2 min de leitura
Volodimir Zelenski
Volodimir Zelenski — Crédito: Divulgação

 

A Rússia lançou cerca de 400 drones e 18 mísseis contra diversas regiões da Ucrânia durante a última noite, em um ataque que durou cerca de três horas e deixou ao menos dois mortos e 13 feridos na capital, Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou os números nesta quinta-feira (10) e voltou a apelar aos aliados ocidentais por sanções mais rápidas contra Moscou.

“Edifícios residenciais, veículos, armazéns, escritórios e edifícios não residenciais estão ardendo”, lamentou Tymur Tkachenko, chefe da administração local, em mensagem publicada no Telegram. Segundo autoridades locais, a intensa fumaça levou as autoridades a orientar a população de Kiev a procurar abrigo e manter as janelas fechadas até o fim do alerta de ataque aéreo.

O ataque ocorre apenas dois dias depois de outro bombardeio em larga escala, descrito como o maior desde o início da guerra, quando Moscou lançou 728 drones e 13 mísseis contra o território ucraniano. “Esta é claramente uma escalada do terror por parte da Rússia”, afirmou Zelensky nas redes sociais.

Em meio à nova ofensiva, Zelensky adiantou que sua reunião desta quinta-feira com parceiros ocidentais deverá se concentrar no financiamento adicional para sistemas de defesa aérea e interceptores de drones. Entre os participantes esperados na videoconferência estão a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; e o presidente da França, Emmanuel Macron.

Enquanto isso, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, deve se reunir nesta quinta-feira com o chanceler russo, Sergei Lavrov, à margem da reunião de chefes de diplomacia dos países do Sudeste Asiático, em Kuala Lumpur.

Na segunda-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou planos para enviar mais armas à Ucrânia e, no dia seguinte, acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de dizer “disparates” sobre o conflito.

O novo ataque amplia a tensão em meio à guerra que já dura mais de dois anos e reforça a pressão sobre países ocidentais para acelerar o apoio militar e diplomático a Kiev.

Com informações da RTP

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