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Vini Jr. denuncia racismo em Benfica x Real; Mbappé pede punição e Prestianni nega: “Interpretou mal”

Denúncia de racismo contra Vinícius Júnior paralisa jogo entre Real e Benfica, gera reação de Mbappé e abre investigação; acusado nega ofensa e caso deve ter desdobramentos disciplinares na UEFA

Gazeta do Paraná · · 3 min de leitura
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. — Crédito: Getty

A vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, na ida do playoff da Champions League, ficou em segundo plano após Vinícius Júnior denunciar ter sido alvo de injúria racial durante a partida no Estádio da Luz. O episódio provocou discussão em campo, paralisação do jogo por cerca de 10 minutos e agora deve ter desdobramentos nos relatórios oficiais e na esfera disciplinar da UEFA. 

 

O que aconteceu em campo

O lance que desencadeou a confusão ocorreu logo depois do gol de Vinícius Júnior no segundo tempo. Em meio à comemoração e à reação dos jogadores do Benfica, houve um bate-boca com o argentino Gianluca Prestianni, apontado pelo brasileiro como autor da ofensa. A arbitragem recebeu a denúncia e acionou o protocolo antirracismo, interrompendo o jogo antes da retomada. 

A denúncia também repercutiu fora das quatro linhas: em publicação nas redes, Vinícius voltou a condenar a recorrência de episódios de racismo no futebol, em tom de desabafo. 

 

“Não merece estar em campo”: Mbappé endurece o tom

Após a partida, Kylian Mbappé afirmou que ouviu a ofensa e defendeu que Prestianni seja excluído do jogo de volta, sustentando que o caso exige uma resposta exemplar. 

Em paralelo, a denúncia teve eco em outras manifestações públicas de apoio ao camisa 7 do Real, incluindo posicionamentos que cobram punição efetiva quando a acusação envolve injúria racial em competição internacional. 

 

A versão de Prestianni: “Jamais fui racista”

O jogador do Benfica negou ter proferido qualquer insulto racial. Em declaração divulgada após o jogo, disse que Vinícius “interpretou mal” o que teria ouvido e afirmou que tem recebido ameaças desde que o caso veio a público. 

O Benfica também se manifestou publicamente em apoio ao atleta, em meio à pressão por esclarecimentos e ao debate sobre como os clubes devem agir enquanto investigações são conduzidas. 

 

O que diz o protocolo antirracismo e o que pode acontecer agora

O protocolo antirracismo (adotado em competições sob diretrizes da FIFA/entidades) prevê etapas progressivas: interrupção e aviso ao estádio; suspensão temporária com saída das equipes; e, em último caso, encerramento do jogo se as ofensas persistirem. Em Lisboa, foi aplicada a primeira etapa, com paralisação e retomada pouco depois. 

A partir daqui, o caminho costuma depender do que estiver registrado em súmula e relatórios e do que a UEFA considerar comprovado na análise do caso — o que pode resultar em processo disciplinar e sanções esportivas. 

 

Reações paralelas: quando a indignação também vira problema

A repercussão ganhou outra camada com reações de personalidades do futebol. Em um dos casos, um comentário feito em vídeo acabou sendo criticado por conteúdo racista, evidenciando como o tema pode ser distorcido até por quem diz estar “defendendo” a vítima. 

Enquanto isso, o Real volta a campo com a vantagem mínima e com o caso ainda em aberto — agora, sob holofotes que já não se limitam ao placar.

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