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Infantino critica punição à Rússia e defende retorno ao futebol internacional

Presidente da Fifa afirma que banimento não trouxe resultados e gerou mais tensão no esporte

Gabriel Porta · · 2 min de leitura
gianni infantino
gianni infantino — Crédito: Reprodução/Instagram

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a suspensão imposta à Rússia em competições internacionais não produziu os efeitos esperados. Para ele, a punição em vigor desde 2022 apenas aumentou a frustração e o clima de hostilidade no esporte.

Desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro daquele ano, clubes russos e a seleção nacional estão fora de torneios organizados pela Fifa e pela Uefa. A medida completa quatro anos em 2026.

Em entrevista à Sky Sports, Infantino avaliou que o isolamento não trouxe avanços práticos. Segundo ele, permitir que jovens atletas russos voltem a competir em outros países da Europa poderia ajudar a reduzir tensões e manter o diálogo aberto por meio do esporte.

O dirigente defendeu ainda que o futebol não deveria ser usado como instrumento de punição política. Na visão dele, afastar seleções e clubes por decisões de governos não contribui para a solução de conflitos e rompe canais que poderiam ajudar na aproximação entre povos.

As declarações geraram reação imediata da Ucrânia. O ministro do Esporte do país, Matvii Bidnyi, classificou a fala como irresponsável e distante da realidade do conflito. Para ele, separar o futebol da guerra ignora o impacto direto da violência sobre a população civil.

Na Europa, a posição segue mais cautelosa. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já afirmou que a reintegração da Rússia só poderá ser discutida após o fim da guerra, mantendo o entendimento adotado pela entidade.

Infantino também comentou a decisão da Fifa de conceder um prêmio da paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, qualquer iniciativa que contribua para a promoção da paz deve ser reconhecida.

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