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GP da Austrália 2026: Fórmula 1 estreia combustível 100% sustentável; veja o que muda

Na abertura da temporada 2026 em Melbourne, a Fórmula 1 faz história ao abandonar o petróleo. Entenda a tecnologia dos combustíveis sintéticos, as mudanças no regulamento e o custo milionário para abastecer os carros

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
formula 1
formula 1 — Crédito: Divulgação/Formula 1

A temporada 2026 da Fórmula 1 começa com uma mudança histórica na principal categoria do automobilismo. Pela primeira vez, todos os carros do campeonato vão utilizar combustíveis 100% sustentáveis.

A nova era começa neste fim de semana com o Grande Prêmio de Melbourne, na Austrália, que abre o calendário da competição.

Depois de mais de 70 anos utilizando combustíveis derivados de petróleo ou outras matérias-primas fósseis, a categoria passa a adotar combustíveis sintéticos produzidos a partir de fontes renováveis.

A mudança é considerada uma das transformações mais relevantes da história da Fórmula 1 desde a criação do campeonato, em 1950.

O que são os combustíveis sustentáveis

Segundo a Fórmula 1, os chamados combustíveis sustentáveis avançados são produzidos em laboratório a partir de tecnologias como captura de carbono, resíduos urbanos e biomassa que não é destinada à alimentação.

Antes de serem utilizados na categoria principal, esses combustíveis passaram por testes nas competições de base da F1. Em 2025, a Fórmula 2 e a Fórmula 3 já utilizaram o produto sem registrar queda de desempenho dos carros.

Mudanças no regulamento

Além da troca de combustível, o regulamento da temporada 2026 traz outras mudanças técnicas.

Os carros serão mais estreitos e leves, terão sistemas de aerodinâmica ativa e novos recursos eletrônicos no volante. A Fórmula 1 afirma que as mudanças buscam aumentar a competitividade das corridas e tornar o campeonato mais atrativo para os fãs.

Ao todo, a temporada terá 24 etapas.

Quanto custa o combustível

Cada uma das 11 equipes da Fórmula 1 trabalha com um fornecedor diferente de biocombustível, o que impede a definição de um preço oficial único.

Estimativas do setor indicam que o litro pode chegar a cerca de 300 dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 1,5 mil na cotação atual.

O valor elevado é explicado pelo alto investimento em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e pela produção ainda limitada em escala industrial.

A petrolífera Saudi Aramco, fornecedora exclusiva da equipe Aston Martin, divulgou valores entre 170 e 225 dólares por litro do combustível utilizado pela escuderia.

Meta de neutralidade de carbono

A adoção do combustível sustentável faz parte de um plano anunciado pela Fórmula 1 em 2019.

O projeto foi elaborado em parceria com a Federação Internacional de Automobilismo e prevê que todas as operações da categoria sejam neutras em carbono até 2030.

Nos últimos anos, a Fórmula 1 também adotou outras medidas para reduzir o impacto ambiental da competição.

Segundo a organização, as mudanças já permitiram reduzir em 26% as emissões de carbono até 2024.

O atual presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirma que a categoria pretende continuar crescendo globalmente enquanto avança nas metas de sustentabilidade.

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