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Servidora presa em flagrante por injúria racial contra advogada em Curitiba é liberada após pagar fiança de R$ 3,5 mil

Por Giuliano Saito


Caso aconteceu na quarta-feira (16). Segundo advogada Mariana Lopes, servidora do INSS a negou atendimento e entrega de documento dizendo 'eu não vou te dar porque você é preta'. Advogada acionou a OAB e a servidora foi presa em flagrante RPC Curitiba Uma servidora pública presa em flagrante por injúria racial contra uma advogada em Curitiba foi solta ainda na quarta-feira (16) após pagar fiança de R$ 3,5 mil, conforme despacho. O caso aconteceu em uma unidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a advogada Mariana Lopes, no local, a mulher se negou a atendê-la por causa da cor da pele no setor do órgão que atende servidores públicos que tenham problemas de saúde e precisam se afastar das funções. Na quarta, o procurador federal Marcelo Alberto Gorski Borges, que atua na defesa da servidora e do INSS, afirmou que a servidora nega "veementemente" a prática de qualquer ato de racismo e/ou de injúria racial. Ele ressaltou também que o INSS não compactua com qualquer ato de discriminação e que será instaurada uma sindicância investigativa. Após ser presa em flagrante, a servidora foi levada até a sede da Polícia Federal na quarta. A RPC apurou que a mulher é servidora da Previdência Social há quinze anos. Suspeita, vítima e uma testemunha foram ouvidas. O caso "Me questionou se eu era advogada. Eu falei: 'Por que você está me questionando se eu sou advogada?' Ela falou: 'Porque você é preta'. Aí eu peguei a minha carteira da OAB e eu mostrei para ela", disse Mariana Lopes. De acordo com a advogada, a servidora que não reagendaria a perícia e que daria a ela outros endereços para ela se dirigir. Advogada diz que foi vítima de racismo em repartição pública Então, Mariana afirmou ter pedido à servidora uma certidão que formalizasse o motivo da perícia não ter podido ser reagendada. Segundo a advogada, a funcionária repetiu: "Eu não vou te dar porque você é preta". Segundo o procurador, a testemunha - uma estagiária - não será mais subordinada à suspeita ou ao setor onde a servidora atua. O procurador disse ainda que não há provas concretas do crime. Os vídeos mais assistidos do g1 PR: Veja mais notícias do estado em g1 Paraná. Acesse nosso canal no WhatsApp