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Professor é preso suspeito de injúria racial contra estudantes durante aula sobre racismo em Ibiporã, afirma polícia

Por Giuliano Saito


Declarações do servidor teriam sido filmadas por outros alunos. Defesa diz que não vai se manifestar sobre denúncia por enquanto. Professor é preso por suspeita de injúria racial Um professor do Colégio Estadual Olavo Bilac, em Ibiporã, norte do Paraná, foi preso suspeito de cometer injúria racial contra duas estudantes de 15 e 16 anos. Elas chamaram a coordenação, que acionou a Polícia Militar (PM) para ir até a unidade de ensino. A defesa do professor disse que não vai se manifestar neste momento. De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.) feito na Polícia Civil, o caso teria acontecido em sala de aula, durante um debate sobre o tema racismo. Professora registra boletim de ocorrência depois de tirar a roupa em protesto contra racismo em supermercado de Curitiba No B.O., as estudantes relatam que, "em determinado momento, o professor passou a ofendê-las com chamamentos racistas do tipo: Vocês não têm razão de fala. Vocês não conseguem definir o que é racismo pois são muito jovens". Colégio onde professor teria cometido injúria racial conta alunas em Ibiporã (PR) Reprodução/RPC Ainda segundo o documento, que foi obtido pela RPC, as alunas dizem que foram xingadas pelo servidor, que teria dito que elas "não sabem se vestir". As adolescentes afirmam no B.O. que esta não seria a primeira denúncia de injúria racial envolvendo o mesmo professor. Conforme o Boletim de Ocorrência, o suspeito teria alegado que "questões raciais são tratadas em sala de aula", e que as estudantes "não admitem serem confrontadas com realidade, se vitimizando quando o assunto é racismo". Investigação O delegado Vitor Dutra, que apura o caso, disse que o professor ficou em silêncio durante depoimento. De acordo com o Código Penal, o crime de injúria racial tem pena de 2 a 5 anos de prisão, sem direito a fiança. O servidor público iria passar por audiência de custódia na tarde desta terça-feira (11). Veja também Câmera de segurança registra momento em que ciclista é atropelada em Maringá; suspeito fugiu sem prestar socorro, diz polícia Dois suspeitos de participar de quadrilha de roubos de cargas morrem em confronto com a polícia em Cianorte Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que "as declarações racistas teriam sido proferidas em sala e registradas pelos alunos via gravação de celular". A secretaria disse que "são inadmissíveis, no ambiente escolar, discursos violentos ou discriminatórios, e que qualquer incitação ao racismo, homofobia e quaisquer outras formas de preconceito é incisivamente combatida em toda a comunidade escolar do Paraná". Mais assistidos do g1 PR Leia mais em g1 Norte e Noroeste. Acesse nosso canal no WhatsApp