Produtores da região de Londrina se preocupam com uso inadequado de agrotóxicos: 'Desestimula'
Por Giuliano Saito

Agrotóxicos de propriedades vizinhas afetaram a produção de uva na região. Deriva de agrotóxicos preocupa produtores de uva de Londrina A uva é a terceira fruta com maior rendimento no Paraná, atrás apenas da laranja e do morango. No ano passado, o estado colheu cinquenta mil toneladas de uva. Nesta safra, a estimativa do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná é chegar a 56 mil, um aumento de 12%. “Essa atual safra é melhor do que a de 21-22, quando teve geadas tardias e fez com que o produtor tivesse que repodar o parreiral. Esse ano a tendência geral da safra é de um ligeiro aumento”, detalha o analista de fruticultura Paulo Andrade. Produtores estão preocupados com safra de uvas em 2023. Foto: RPC Com a produção melhorando a cada ano, os agricultores tinham grandes expectativas para esta safra. Porém, se tornaram reféns da chamada “deriva”, situação que acontece quando agrotóxicos, aplicados de maneira inadequada por alguns produtores, são carregados pelo vento para propriedades vizinhas. O problema é tão grave e frequente nos parreirais que já levou a uma redução de 37% na área dedicada à viticultura no Paraná, na última década. “Isso desestimula e faz produtores saírem da área. Para se ter uma ideia, em 2012, havia 5.800 hectares de uvas no estado. Hoje, pouco mais de 3.600 hectares”, explica o produtor Paulo Andrade. Vídeos mais assistidos do g1 PR: Veja mais notícias do estado em g1 Paraná.
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