Operação cumpre mandados em Câmara de Vereadores e secretaria municipal de Foz do Iguaçu contra esquema de 'rachadinha'
Por Giuliano Saito

Policial civil e a vereadora Carolina Dedonatti (PP) são investigados. Mandados foram cumpridos nesta sexta (9). Defesa da vereadora afirmou que operação se baseou em falsas acusações de opositores com objetivo de atingir carreira política dela. Gaeco faz operação contra prática de 'rachadinha' na Câmara de Foz do Iguaçu Uma operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados na Câmara de Vereadores e na Secretaria de Bem Estar Animal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, nesta sexta-feira (9). O grupo investiga um esquema de "rachadinha" no gabinete da vereadora Carolina Dedonatti (PP). Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a parlamentar e pessoas próximas a ela, inclusive um policial civil, são suspeitos de exigir parte dos salários de assessores nomeados para o gabinete. “Essa operação faz referência à causa animal que é a causa utilizada como bandeira pela vereadora alvo da operação pela diligências que foram apuradas hoje. [...] Esse crime conhecido por todos, crime extremamente grave, de peculato, e que a vereadora, em tese, solicitaria, exigiria certa quantia de recurso por parte dos assessores, supostamente para manter essa causa defendida por ela, que é a causa animal”, afirmou o promotor Thiago Lisboa. Vereadora é alvo de operação do Gaeco por esquema de 'rachadinha' na Câmara de Foz do Iguaçu Zito Terres E A defesa da vereadora afirmou em nota que a operação desta sexta se baseou em acusações falsas de opositores com o objetivo de atingir a carreira política, danificar a imagem e campanha eleitoral dela. A defesa disse ainda que a operação foi "desproporcional". O MP afirmou ainda que além do esquema, também é investigada a influência da vereadora na Diretoria de Bem Estar Animal (Diba). Além de indicar funcionários para a diretoria, a vereadora usava o local como extensão do gabinete, segundo o MP. Eles são investigados pelos crimes contra a administração pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O que diz a Câmara e Prefeitura Em nota a Câmara de Vereadores informou que recebeu a presença de policiais apenas para verificar o "gabinete de uma vereadora específica." A nota afirmou ainda que a investigação não possui relação com o andamento dos trabalhos legislativos e reforçou que seu "compromisso com a transparência pública e de total colaboração com o órgão investigativo." A Prefeitura de Foz do Iguaçu disse que está à disposição para esclarecimentos e que se for comprovada qualquer irregularidade, que será instaurado procedimento administrativo para averiguação. Mandados cumpridos Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados em Foz do Iguaçu e também nos gabinetes da parlamentar e do Diretor Jurídico da Câmara de Vereadores. Também foram feitas buscas na Secretaria Municipal de Bem Estar Animal e na sede de uma associação que atua junto a animais resgatados. Foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, computadores e R$ 4 mil em espécie. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 PR Veja mais notícias da região em g1 Oeste e Sudoeste.
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