Justiça determina perícia em planilhas de custos do transporte coletivo de Londrina
Por Giuliano Saito

TCGL, empresa que opera a maioria das linhas de ônibus, justifica 'prejuízo milionário' com tarifa que considera 'abaixo dos custos'. Prefeitura ainda não foi notificada da decisão. Justiça determina perícia em planilhas do transporte coletivo de Londrina A Justiça de Londrina determinou uma nova perícia nos custos do transporte coletivo de Londrina. A decisão de 1º de fevereiro do juiz Marcos José Vieira, da 1ª Vara da Fazenda Pública, atende a um pedido da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL), empresa responsável pela maioria das linhas de ônibus na cidade. Na petição encaminhada à Justiça, advogados da TCGL detalham uma série de supostos erros na definição dos custos do serviço de ônibus em Londrina, que é gerenciado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Procurada, a prefeitura informou que, como ainda não teve acesso à decisão, não irá se pronunciar. Para a TCGL, os cálculos feitos pela prefeitura e a CMTU levam "a uma situação de verdadeiro desequilíbrio econômico-financeiro, prejudicando a empresa com vultoso e expressivo prejuízo". O juiz determinou a revisão das planilhas do ano de 2018, quando a tarifa saltou de R$ 3,75 para R$ 3,95. A empresa argumenta que o valor "não permitiu equilíbrio financeiro no contrato de concessão, com prejuízo de 20 centavos a cada passagem". Ônibus do transporte público de Londrina Vivian Honorato/ Divulgação/ Prefeitura de Londrina Na ação, a TCGL aponta que, no acumulado de 12 meses de 2018, a perda financeira teria chegado a R$ 5,6 milhões. Conforme a empresa, a diferença acontece porque cálculos da CMTU teriam levado em conta valores do diesel abaixo do que era pago pela concessionária de ônibus. Leia também Ex-BBB Kaysar viaja para perto da família após terremoto na Síria e na Turquia com pelo menos 5 mil mortos: 'Triste pela tragédia' Sogro suspeito de matar adolescente de 16 anos a golpes de facão é preso pela polícia em Iretama, diz PM Três meses De acordo com o juiz, "a produção de prova técnica serve para possibilitar a urgente correção dos supostos erros". A perícia, que será contratada pela TCGL, deve ficar pronta em até 90 dias. Com base nesta análise, a TCGL poderá calcular quanto a mais a Prefeitura de Londrina deveria repassar. Desde o começo de 2023, os passageiros pagam R$ 4,80 pela tarifa do transporte coletivo, mas a chamada tarifa técnica foi estimada em R$ 6,50, que é o quanto a prefeitura acredita ser o valor real para o serviço. A diferença é paga com recursos municipais. Somente em 2022, foram mais de R$ 20 milhões repassados à TCGL e Londrisul, outra empresa responsável pelo transporte coletivo em Londrina. Mais assistidos do g1 PR Leia mais em g1 Norte e Noroeste.
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