
Conhecida como "greening", a maior ameaça à cultura já foi detectada em 10% dos pomares de Paranavaí. Alerta nos laranjais do noroeste Nas cinco fazendas da família do Matheus Augusto Pasquali, em Paranavaí, foram encontrados pés com greening. Em uma das propriedades, de 350 hectares, 5% foram contaminados. O greening é uma doença causada por uma bactéria transmitida pelo psilídeo - inseto que lembra a mariposa e se alimenta de plantas cítricas. Com isso, acaba transportando a bactéria de plantas doentes para sadias. “De três a quatro anos para trás, principalmente nos últimos seis meses, a gente viu um aumento muito grande em relação à doença”, indica o engenheiro agrônomo e produtor. A especialista e engenheira agrônoma, Marlene Calzavara, explica que a contaminação vem de fora para dentro dos pomares. A principal característica da doença são manhas na folha do pé de laranja. Ao se acumular nas plantas, a bactéria impede o desenvolvimento dos ramos e das frutas, que caem antes mesmo de estarem no ponto de colheita. A única solução é eliminar a planta doente. "Doença da laranja" preocupa fruticultores do noroeste do Paraná Reprodução/RPC Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram “A presença da doença tem causas sérias. De imediato, diminui a produção e a qualidade do fruto. Acaba matando a planta, não tem cura”, explica o coordenador de vigilância da fruticultura da Adapar, Paulo Jorge Marques. Paranavaí é a maior produtora de laranjas do estado. De acordo com o Departamento de Economia Rural do Paraná, são mais de 3.600 hectares. Dados da prefeitura indicam contaminação em 10% dos pomares. “A gente vai erradicar aquelas plantas que estiverem em via pública. Agora, nós temos quase 50 mil propriedades dentro do perímetro urbano. Seria enganar dizer que imediatamente a gente consegue fiscalizar tudo isso. Uma norma federal regulamenta o controle do greening. Com o avanço da doença, além de Paranavaí, mais quatro municípios vizinhos terão que adotar medidas de combate à bactéria. São eles: Nova esperança, Alto Paraná, Nova Aliança do Ivaí e São João do Caiuá. "Doença da laranja" preocupa fruticultores do noroeste do Paraná Reprodução/RPC Segundo o coordenador, há suspeita de um cenário de subnotificação e de que produtores não estejam fazendo a erradicação corretamente, como a norma dispõe. Mesmo pra quem tenta controlar o avanço dos insetos, as notícias são preocupantes. “Nós temos inseticidas que são liberados a cada quinze dias, mas nós estamos perdendo eficiência. Em vinte anos recebendo essa aplicação, os insetos se tornaram resistentes”, declara o produtor rural Gilberto Pratinha. "Foi a seca? Diminuição da eficiência ou resistência a esses pesticidas? Porque nós precisamos matar o vetor e é essa a nossa grande dificuldade”, finaliza Marlene. Leia também: 'Espuma de tomate': repórter da RPC ensina receita de torta salgada diferenciada Saiba como preparar sanduíche gourmet de uva e presunto parma Vídeos mais assistidos no g1 PR: Leia mais notícias no g1 Paraná.
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